Na última semana aconteceu aqui na cidade a Feira do Empreendedor, evento realizado pelo Sebrae para quem desejar abrir ou melhorar o seu negócio. Dei uma passada rápida por lá no sábado (05/07/08). Ué, mas porquê? Além de dar uma olhada no mercado (coff, coff, coff), fui mais por causa do estande do Senac sobre gastronomia. Né, tinha que ter comida envolvida para me tirar de casa num sábado. E mais: era sobre confeitaria! Não tive escolha, senão ir.
O evento é grande, com vários expositores e bem organizado! Também com os patrocinadores de peso que tiveram quando se tem verba e bem aplicado, difícil sair alguma coisa ruim. Para quem deseja entrar ou já é do ramo do comércio, a feira é uma mão na roda, praticamente toda assessoria necessária você encontra lá. Ponto para o Sebrae. :)
Num arrombo de surpresa o Senac/MS trouxe para ministrar uma demosntração/workshop, a cake designer Flávia Millás em mini-bolos com pasta americana. Como meu fraco por confeitaria é alto, ainda mais por sobremesas individuais fui lá conferir. Sem falar que era de graça! :D
Lá pude ver o que separa um amador de um profissional com talento… transformou um pedaço amorfo de pasta em um casal de noivinhos em poucos minutos. Até então, não daria nada pelos pedaços, mas depois de todo trabalho… eis o resultado:

Flávia fez lá na hora: o bolo (brownie), a pasta e a decoração. E deu algumas dicas:
1) mini-bolos de lembrança, o ideal é fazer um tipo de bolo que dure mais tempo, como o brownie. Como eles são bonitos, as pessoas tendem a comer só alguns dias depois.
2) faça sua própria pasta americana, ela tem um gosto melhor e você sabe o quanto de açúcar foi. Confesso que tinha um certo receio com a pasta, lá pude experimentar…. e gostei! *se mata* Estou com urticárias para fazer um bolo e cobrir com pasta americana… hahahah.
Fiz uma outra aula sobre confeitaria profissional, mas num é por nada não, algumas coisas que o palestrante disse faria Vatel de revirar no túmulo ou Pierre Hermé, caso já tivesse ido.
O senhor disse que é melhor usar bases de creme (patisserie) pré-prontos do que fazê-los, por exemplo. Vai mais além, que a mistura de chantilly à base de gordura vegetal faz um chantilly excelente. Ahhhhhhhhh! Sim, já usei desse chantilly, mas não é melhor que o original. Desde quando um creme pré-pronto cheio de tranqueira química é melhor do que o feito com produtos normais, algo mudou e ninguém me avisou?
Ah, a cereja do bolo foi: o senhor disse ainda que na Europa é feito desse jeito a muito tempo. Tudo bem que podem existir confeitarias que o façam, mas não entra na minha imaginação o pessoal do Lenôtre ou do Pierre Hermé utilizando essas abominações.
Das duas tortas feitas, só comi uma de limão… então, né. Gostei não e fico por aqui. Tinha uma de morangos, ainda bem que pararam de servir, não peguei dessa. O recheio ia gemas cruas, preciso falar mais alguma coisa. Visualmente falando, as tortas eram lindas, trabalho de confeitaria excepcional. Pena que pode dentro não se pode falar o mesmo.
Falo do ponto de vista de cliente, não gostaria de pagar caro num produto que não é feito com ingredientes de verdade. Pode ser exigência de mercado o uso desses produtos para que fiquem competitivos, mas não sei… tira toda a essência da brincadeira. Sem falar que fica um produto final bem aquém para o meu gosto.
Agora, fiquei com a estranha sensação: será que o senhor disse aquilo tudo por que o distribuidor desses produtos era patrocinador ou é crença profissiona/pessoal naquilo tudo? Na pior das hipóteses, espero que seja crença mesmo, pois se for só por causa do distribuidor… foi barato demais (se é que vocês me entendem), por algo não tão bom assim.
Sugestão do Dia
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Adorei essa postagem! Concordo com você em gênero, número e grau…Usar produtos feitos por você (do começo ao fim) não tem preço. Depois o pessoal não sabe porque os seus doces são mais gostosos. Mas parece incrível, sempre me deparo nesses cursos da vida com pessoas que dizem o contrário “Não vale a pena fazer a pasta americana, blá, blá, blá…” Enfim, não pretendo mudar o modo como faço os meus docinhos tão cedo… E é bom saber que não sou a última mortal a pensar dessa maneira…
Que evento batuta!
A Flávia é um docinho de pessoa e realmente, muito talentosa!
Que infelicidade ter assistido à esse palestrante que não entende nada de sabor,né?
Bjs
Entao Vitor, eu tb fiz um curso esses tempos e me decepcionei tanto! O curso é de uma escola bem renomada, e nada baratinho, e a professora (que tem uma confeitaria) disse as mesmas coisas.Usou tanto pozinhos pra fazer a mousse, pra fazer o chantily, os recheios que experimentei um dos tantos bolos que ela ensinou.Depois falei com ela sobre o assunto, e ela me disse que o tipo de culinaria que eu quero fazer, fica muito cara, que so em lugares onde moram pessoas com poder aquisitivo maior e que mesmo assim.Enfim, sinto te informar, mas acho que é pratica corrente. Eu nao compro nenhum bolo mais, faço todos, assim tenho certeza dos ingredientes. bjs
Ahh..será que eu também vou gostar de pasta americana??? Tenho um preconceito tamanho!!!Agora fiquei com vontade rsrs
E Flávia Millas é tudo de bom.
Um abraço
Boa semana
Paula
@Isabel: ufa! Não estou só nessa, heheh. Ah, pior que trocam as coisas e continuam cobrando horrores, né? :)
@Simone: e como! Mesmo a Flávia sendo expert foi super acessível e simpática! Coisa rara nesse meio, né?
@Linda: ahhhh, não me fala isso! T__T Cadê a essência da confeitaria? Não aceito, hahahah
@Paula: olha, eu gostei e não tem gosto ruim como muitos dizem. É só bem doce, heheh
Aplausos!!!
Caí de pára-quedas aqui, quer dizer, nem tanto, vim através do rainhas… mas concordo P-L-E-N-A-M-E-N-T-E com vc! Detesto esse chantilly industrializado! A primeira coisa que eu faço antes de pedir um café com creme, por exemplo, é perguntar se o creme é original ou genérico! Pq pelamor, não dá pra descer aquela gororoba gordurenta, não! A propósito, aqui no RJ, o melhor creme é o do arma’zém do café.
Show de bola!
Ah, até parece que a verdadeira confeitaria, vai se render a produtos de quinta categoria…
O horror, o horror…
@Olá Carol: Também fiquei indignado com tanta coisa absurda que tinha que escutar, só deu eu balançando a cabeça, heheh. Pior é que o palestrante é um dos mais conceituados da cidade pelo que soube, triste. Agradeço a visita e o comentário! :)
@Pat: bota horror nisso!