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	<title>Prato Fundo &#187; série 101</title>
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	<description>Conversas sobre Comida</description>
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		<title>Série 101: Fotografia de Comida</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 12:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[série 101]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste artigo da Série 101, o assunto é extrema importância nos blogs de comida: fotografia. Praticamente é o único artifício que nos sobra para provocar, de imediato, os leitores. Pois não há cheiro e nem barulho, apenas o apelo visual para dar o primeiro impacto. A ideia do texto partiu da minha amiga Claudia Regina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div id="attachment_1966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/serie101-fotografia.jpg" alt="Série 101: Fotografia de Comida - Composição de cena" title="Série 101: Fotografia de Comida - Composição de cena" width="500" height="333" class="aligncenter size-full wp-image-1966" /> <small>Foto por <a href="http://www.flickr.com/people/ydhsu/">Daniel</a> via Flickr</small><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
	<p>Neste artigo da <strong>Série 101</strong>, o assunto é extrema importância nos blogs de comida: <strong>fotografia</strong>. Praticamente é o único artifício que nos sobra para provocar, de imediato, os leitores. Pois não há cheiro e nem barulho, apenas o apelo visual para dar o primeiro impacto.</p>
	<p>A ideia do texto partiu da minha amiga <strong>Claudia Regina</strong> (<a href="http://www.dicasdefotografia.com.br/">Dicas de Fotografia</a>) que é fotografa, mas também tem um pé na cozinha. Assim, o tema foi dividido em duas partes: 1) Aspectos técnicos (<a href="http://www.dicasdefotografia.com.br/o-guia-da-fotografia-de-comida">O guia da Fotografia de Comida</a>); 2) Composição de cena (food style).</p>
	<p>A primeira parte ficou a cargo da <strong>Claudia</strong>, por razões óbvias. O que sei sobre fotografia foi lendo e na tentativa erro. Já a segunda, ficou comigo. :D</p>
	<p>Para situar, meu equipamento básico para fotografar é:</p>
	<ul>
	<li>Camera Canon Rebel XTi com Objetiva do kit (18-55mm, f/3.5-5.6)</li>
	<li>Tripé simples</li>
	<li>E só!</li>
	</ul>
	<p>Calma, isso é para tirar foto. </p>
	<p>Existem diversas maneiras de compor uma cena, fotografar no recipiente de cozimento, servir num outro, uma mesa posta, enfeites e o que a sua imaginação sugerir.</p>
	<p>Normalmente, a ênfase que desejo é no <strong>alimento</strong> em si. Lógico que contexto também ajuda, mas como a intenção é instigar o leitor a cozinhar, o produto final deve ser valorizado.</p>
	<p>Para que exista uma variedade entre as fotos, o básico para se investir é no uso de recipientes e tecidos diferentes.</p>
	<h2>Recipientes</h2>
	<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pratofundo/3620447600/" title="Recipientes: Porcelana by Vitor Hugo - Prato Fundo, on Flickr"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3619/3620447600_dcc5683389.jpg" width="500" height="194" alt="Recipientes: Porcelana" /></a></p>
	<p>Como porcelana não é a coisa mais barata do mundo e comprar vários aparelhos de jantar (café e afins) não é uma opção (ao menos para mim). O que faço para baratear os custos é: comprar em avulso, no máximo duas peças do mesmo tema. E ir em lojas especializadas é bem interessante, comprar em supermercado pode não ser um bom negócio.</p>
	<p>Nas específicas, ainda mais se for loja própria da marca, na maioria das vezes existe a <strong>segunda linha</strong> que nada mais são do que peças com algum <em>problema</em> de qualidade (um ponto escuro, uma pequena ranhura). Sinceramente, apenas olhos treinados enxergam e quem fica procuprando. Por exemplo, uma leiteira que custava r$49, paguei r$10 por ter um ponto escuro na base. Uma ótima barganha, ao meu ver, não? :D</p>
	<p>Lembre-se: a visão do texto é para montar uma cena de fotografia. Caso você tenha condições e queira sempre comprar novos aparelhos (café, jantar), isso fica a seu critério. Ou não <em>acha</em> legal usar peças de segunda linha, fique à vontade! Heheheh Como os americanos dizem, sou <em>cheap guy</em>! Se é possível economizar, é comigo.</p>
	<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pratofundo/3620447662/" title="Recipientes: Porcelana by Vitor Hugo - Prato Fundo, on Flickr"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2429/3620447662_dc4959caec.jpg" width="333" height="500" alt="Recipientes: Porcelana" /></a></p>
	<p>E, claro, não podemos esquecer do onipresente plástico/melamina! Por muitas vezes mais barato que porcelana, e atualmente existem produtos com design bem interessante para ser usados nas fotos.</p>
	<p>Para quem mora em cidades grandes e mais especificamente em São Paulo, o ideal é bater perna nas regiões que vendem produtos bem mais baratos que em outras regiões. Pode valer muito a pena investir um dia que seja para garimpar esse tipo de coisa do que comprar por impulso em shopping.</p>
	<h2>Tecidos</h2>
	<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pratofundo/3619628747/" title="Tecidos Sortidos by Vitor Hugo - Prato Fundo, on Flickr"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3189/3619628747_d54f884203.jpg" width="500" height="155" alt="Tecidos Sortidos" /></a></p>
	<p>Nas fotos do primeiro ano, principalmente, utilizava um tecido quadriculado vermelho e branco (e outras variações de cores) como fundo. Para algumas funcionavam, para outras nem tanto. Assim, ter uma gama maior de tecidos com padrões e cores diferentes ajuda no momento de fotografar. Esse <em>saber</em> de perceber o que combina com o quê, acredito, vem com o tempo. Sem falar que é baseado no seu gosto pessoal, na sua noção de <strong>beleza</strong>.</p>
	<p>No geral, tecidos sintéticos (poliéster) são mais baratos que os de algodão, infelizmente. Por que a gama dos &#8220;naturais&#8221; é mais interessante. Porém, comprar metragem pequena (1 metro) ajuda a diminuir os custos. Procure sempre pelos tecidos infestados, ou seja, ele é dobrado ao meio. Terá o dobro do tamanho quando aberto.</p>
	<p>Hoje, prefiro fundo branco quase um fundo infinito. Para que a comida seja o motivo principal e que ao redor não possua elementos que distraíam o observador.</p>
	<h2>A Cena</h2>
	<p><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/serie-fotografia001.jpg" alt="A Cena: Várias fotos" title="A Cena: Várias fotos" width="473" height="237" class="aligncenter size-full wp-image-1963" /></p>
	<p>Por mais que se tenha uma ideia de como deseja que a foto fique, é importante tirar muitas fotos sempre. A margem de escolha fica abrangente, ainda mais para quem não sabe (a parte técnica) de fato capturar o momento (eu!), além de mudar o enquadramento, distância e disposição dos alimentos no prato.</p>
	<p>Deveria falar sobre contexto, porém minhas fotos não tem contexto! Como assim? Registro apenas o alimento em si, ele é o foco central. E não tem adornos em volta, é tudo branco ou claro. Certo?</p>
	<p>Contexto seria, por exemplo, ter um prato de frutos do mar e montar a cena que lembre o oceano. Com um <em>sousplat</em> (aquele prato maior que vai embaixo do prato de verdade) natural, pratos temáticos ou mais festivos, talheres coloridos.</p>
	<p>Da mesma maneira, não creio que um prato mexicano ficaria bacana sendo servido num ambiente oriental. Poderia ficar bonito, mas fora de contexto e de coerência estética, não?</p>
	<p>Um excelente exemplo de composição, coerência e contexto pode ser visto na foto abaixo da <strong>Patricia Scarpin</strong> (<a href="http://www.technicolorkitchen.blogspot.com/">Technicolor Kitchen</a>) que gentilmente autorizou a utilização. (Receita: <a href="http://technicolorkitchen.blogspot.com/2009/02/sorvete-de-milho-verde.html">Sorvete de milho verde</a>)</p>
	<p><a href="http://www.flickr.com/photos/18335810@N00/3287230345/"><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/pa-scarpin-sorvete-milho.jpg" alt="Sorvete de milho verde" title="Sorvete de milho verde" width="396" height="500" class="aligncenter size-full wp-image-1961" /></a></p>
	<p>O que eu quero dizer mostrando isso? Simples. Cada um tem um estilo de visualizar a cena, entretanto, por mais que os nossos estilos sejam diferentes em alguns pontos, consigo ver a beleza na foto. Você consegue?</p>
	<p>Dando um pitaco sobre a parte de fotografia (<em>desculpe, Claudia</em>!). Certa vez li uma frase de um desses fotografos famosos (não vou lembrar quem): &#8220;apenas registro o que meus olhos veem&#8221;. Ele respondeu isso ao perguntarem sobre uso de lentes diferentes e outros artefatos para se conseguir uma boa foto. Ou seja, não importa quão high-tech for o seu equipamento se não tiver o olho treinado.</p>
	<p>E ok, minhas fotos não são magníficas, mas também não são de jogar fora (só algumas, hahahahah).</p>
	<h2>Referências</h2>
	<p>Como apenas fotografava por hobby antes, e agora por causa do blog. Sinto ser bacana procurar por referências de fotos e composição. </p>
	<p>O primeiro lugar que me vem a mente é: <a href="http://www.tastespotting.com/">Tastespotting</a>, o site mais <em>porn food</em> que existe. Estilos de todos os cantos do mundo, com um plus: ocorre uma triagem no que é enviado para o site. Em tese, só é disponibilizado para os visitantes do que é bom, tudo bem que bem sempre isso acontece… mas na maior parte sim.</p>
	<p>Deixo alguns blogs para complementar a leitura:<br />
- <a href="http://veganyumyum.com/2008/09/food-photography-for-bloggers/">Food Photography for Bloggers</a>: o &#8220;must read&#8221;, a ideia do artigo veio depois que ele foi publicado<br />
- <a href="http://mattikaarts.com/blog/technique/food-photography-2/">Food Photography</a>: sobre o setup do set<br />
- <a href="http://steamykitchen.com/">Steamy Kitchen</a>: composição com pratos asiáticos<br />
- <a href="http://www.kayotic.nl/blog/">Dutch Girl Cooking</a>: fotos impressionantes
</p>
<h2  class="related_post_title">Sugestão do Dia</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://pratofundo.com/serie-101-equipamentos-foque-no-basico/" title="Série 101: Equipamentos &#8211; Foque no Básico">Série 101: Equipamentos &#8211; Foque no Básico</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/serie-101-escrevendo-sobre-comida-foodblogging/" title="Série 101: Escrevendo Sobre Comida &#8211; Foodblogging">Série 101: Escrevendo Sobre Comida &#8211; Foodblogging</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/guia-sao-paulo-lugares-onde-ir-parte-2/" title="Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 2">Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 2</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/guia-sao-paulo-lugares-onde-ir-parte-1/" title="Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 1">Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 1</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Série 101: Equipamentos &#8211; Foque no Básico</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 10:15:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[série 101]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando comecei a escrever esse artigo acreditava que fosse mais fácil do que imaginei. Ao passar do tempo percebi que não seria tão simples assim. A influência direta deste texto &#8220;The Essential Kitchen: The Basics and Beyond&#8221; de um ano atrás que divide os gourmet em três grupos iniciante, intermediário e avançado. Porém, algumas coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div id="attachment_1895" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/serie101-equipamento.jpg" alt="Série 101: Equipamentos - Foque no Básico" title=" Série 101: Equipamentos - Foque no Básico" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1895" /> <small>Foto por <a href="http://www.flickr.com/people/ydhsu/">Daniel</a> via Flickr</small><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
	<p>Quando comecei a escrever esse artigo acreditava que fosse mais fácil do que imaginei. Ao passar do tempo percebi que não seria tão simples assim.</p>
	<p>A influência direta deste texto  &#8220;<a href="http://www.slashfood.com/2008/02/11/the-essential-kitchen-the-basics-and-beyond/">The Essential Kitchen: The Basics and Beyond</a>&#8221; de um ano atrás que divide os gourmet em três grupos iniciante, intermediário e avançado. Porém, algumas coisas para o pessoal no exterior é mais fácil (e barato) do que em terra brasilis.</p>
	<p>Mal terminei de esboçar a idéia básica vi que estava meio grande. Tempo vai, tempo vem… resolvi testar um outro formato!</p>
	<p>Por isso o conteúdo deste está em vídeo! Era para ser apenas um vídeo único e direto, mas as proporções do arquivo não seria aceito no youtube e nem no vimeo. Assim, o vídeo está dividido em três partes.</p>
	<p>Devo ter tido muita besteira, então, não se acanhe dizer o seu ponto de vista! :D E sim, eu sei que minha voz não é nada bonita e <em>esquisita</em>. :/</p>
	<h2>Básico (Iniciante)</h2>
	<p><object width="500" height="306"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XpmMOePHyWo&#038;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XpmMOePHyWo&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
	<h2>Intermediário</h2>
	<p><object width="500" height="306"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oOZ6Da1wCjw&#038;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oOZ6Da1wCjw&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
	<h2>Avançado</h2>
	<p><object width="500" height="306"><br />
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/blw6AGmtFXQ&#038;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/blw6AGmtFXQ&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2  class="related_post_title">Sugestão do Dia</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://pratofundo.com/serie-101-fotografia-de-comida/" title="Série 101: Fotografia de Comida">Série 101: Fotografia de Comida</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/serie-101-escrevendo-sobre-comida-foodblogging/" title="Série 101: Escrevendo Sobre Comida &#8211; Foodblogging">Série 101: Escrevendo Sobre Comida &#8211; Foodblogging</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/guia-sao-paulo-lugares-onde-ir-parte-2/" title="Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 2">Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 2</a></li><li><a href="http://pratofundo.com/guia-sao-paulo-lugares-onde-ir-parte-1/" title="Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 1">Guia São Paulo: Lugares Onde Ir &#8211; Parte 1</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Série 101: Escrevendo Sobre Comida &#8211; Foodblogging</title>
		<link>http://pratofundo.com/serie-101-escrevendo-sobre-comida-foodblogging/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 21:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[série 101]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Cerca de dois anos atrás o blog Delicious:days publicou o artigo &#8220;Foodblogging &#8211; Do&#8217;s and Don&#8217;ts&#8221; com algumas dicas sobre essa fatia da internet que o PratoFundo e muitos leitores fazem parte. Acredito que nesses dois anos de existência do blog aprendi muita coisa, quebrei a cara várias vezes, tive sucesso em outras. Então, gostaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div id="attachment_1851" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/serie101-dicasblogscomida.jpg" alt="Série 101: Escrevendo sobre comida - foodblogging" title="Série 101: Escrevendo sobre comida - foodblogging" width="500" height="333" class="size-full wp-image-1851" /> <small>Foto por <a href="http://www.flickr.com/people/ydhsu/">Daniel</a> via Flickr</small><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
	<p>Cerca de dois anos atrás o blog <a href="http://www.deliciousdays.com/">Delicious:days</a> publicou o artigo &#8220;<a href="http://www.deliciousdays.com/archives/2007/03/07/howto-foodblog/">Foodblogging &#8211; Do&#8217;s and Don&#8217;ts</a>&#8221; com algumas dicas sobre essa fatia da internet que o PratoFundo e muitos leitores fazem parte.</p>
	<p>Acredito que nesses dois anos de existência do blog aprendi muita coisa, quebrei a cara várias vezes, tive sucesso em outras. Então, gostaria de deixar minha contribuição tendo como base a realidade nacional e como algumas coisas não mudaram praticamente nada nesse meio tempo.</p>
	<p>Este é um exemplo dos artigos que <a href="http://pratofundo.com/mais-um-ano-de-vida-2-anos-de-pratofundo/">mencionei</a> no começo do mês. Espero que seja útil. :)</p>
	<p><img class="centered" src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/divisor.jpg" alt="Sou um separador! Tudo bem?" title="Sou um separador! Tudo bem?" height="30" width="200"></p>
	<h3>Inove. Qual o seu valor?</h3>
	<p>Existem muitos, mas muitos blogs/sites que falam de comida, isso é um fato indiscutível. Para cativar o leitor é preciso criar valor, ou seja, tenha um diferencial.</p>
	<p>A maneira de escrever, uma receita e fotos de qualidade, informações utéis, dicas e técnicas. Aquele seu almoço trivial, mal feito, mal apresentado não é o que o seu leitor quer.</p>
	<p>Não adianta inovar se não compartilhar. Por exemplo, seu o artigo é sobre macarons, ficaram perfeitos, lindos de morrer. Mas você não conta como os fez e não fornece nenhuma dica, simplesmente não é nada legal.</p>
	<p><span id="more-1673"></span></p>
	<h3>Olá, prazer! Meu nome é…</h3>
	<p>Identifique-se! Não existe nada mais frustrante quando você chega num blog (que você gostou pra caramba), mas o autor em nenhum momento se personifica! Isso se relaciona com o primeiro item: seja único, seja diferente, seja você. Aproveito a deixa, faça uma página, um post, um texto apresentando quem você é e um pouco sobre o blog.</p>
	<p>Assim, fica mais fácil dos seus leitores lembrarem do seu blog. Quando digo para ser você não quer dizer que precisa despejar toda a sua vida íntima na internet, nada disso. Blog é uma ferramenta de comunicação, ou seja, comunique-se com os leitores como faria em outro meio.</p>
	<p>O mesmo conceito vale para o seu blog em si, o que ele traz de diferencial? Pare e pense: porque outras pessoas iriam querer ler o seu blog? E não me venha com essa: <em>não me importo com isso</em>. Mentira! Se você escreve, em algum lugar da sua cabeça você que sim ser lido! :P</p>
	<h3>Tecnologia é para ser usada</h3>
	<p>Fazer um blog é a coisa mais simples que existe, em poucos cliques você já consegue escrever um texto e publicá-lo. Tudo graças a tecnologia, então, vamos usá-la para facilitar o nosso dia a dia.</p>
	<p><strong>Serviços de blogs</strong>: o mais comum é o <a href="http://blogger.com/">Blogger</a>, alguns anos trás o <a href="http://www.livejournal.com/">LiveJournal</a> foi bem popular também. Um dos mais novos é <a href="http://wordpress.com/">WordPress.com</a> (.com e o .org são diferentes). Existem serviços brasileiros, mas não são interessantes quanto os estrangeiros.</p>
	<p><strong>.COM, .BR, .NET</strong>: Se você tem o blog a mais de um ano, realmente gosta de falar e escrever sobre gastronomia em geral. Recomendo que pense na idéia de &#8220;comprar&#8221; um domínio com o nome do seu blog. Hoje em dia o processo está muito mais fácil e barato que anos atrás. Já é possível pessoa física (CPF) ter um site com terminação .com.br, antigamente só quem tinha CNPJ (pessoa jurídica/empresa).</p>
	<p>Por quê? Nada contra os serviços gratuitos, mas um blog com domínio próprio proporciona um ar mais sério, respeitoso, mais profissional. E para quem pensa ganhar dinheiro ou usá-lo como vitrine de seu trabalho, não há nem o que discutir.</p>
	<p><strong>Serviço de hospedagem</strong>: seria um próximo passo depois de comprar um domínio para o blog. Pagar por um serviço de hospedagem gera um custo, gera. Entretanto, o seu leque de opções aumenta, além de não ficar limitado com as imposições dos gratuitos.</p>
	<p>Pesquise antes de contratar um serviço desses, existem muitas empresas que oferecem rios de ofertas, mas a prestação do mesmo é ruim. Caso o pacote que deseja for muito além do que precisa, divida com alguém. Foi assim que consegui ter o Prato, divido os serviços de hospedagem com alguns amigos. Isso dilui o investimento/gasto.</p>
	<p><strong>Feed-me, RSS, Boletim informativo</strong>: disponibilizar Feed/RSS é uma das maneiras de fidelizar o seu leitor. Se ele teve o <em>trabalho</em> de cadastrar seu blog num desses leitores de feed é porque realmente quer acompanhar o que você escreve, além de agilizar e poupar tempo. Praticamente todas as plataformas de blogs hoje em dia disponibilizam um link para o feed do blog. Utilizo o <a href="http://www.feedburner.com/">Feedburner</a> para gerenciá-lo, com ele é possível acompanhar a audiência.</p>
	<p>Não gosto muito quando o artigo não é mostrado inteiro via feed. Em alguns casos é limitação do serviço usado, em outras o autor do blog decidiu fazer isso. Na grande maioria das vezes deixou de ler o blog que pratica isso, se quero ler via feed é justamente para poupar tempo.</p>
	<p>Com o <strong>Feedburner</strong> consigo também criar um boletim informativo para quem desejar receber os artigos via email quando o blog for atualizado. Há outros sites com serviços mais específicos, como o <a href="http://www.feedblitz.com/">FeedBlitz</a>, porém é pago.</p>
	<h3>A gente come primeiro com os olhos</h3>
	<p>Um blog bem apresentado com um layout bacana, organizado, com cores coerentes, ganha vários pontos. A primeira impressão é a que fica.</p>
	<p><strong>Layout</strong>: aprenda a mexer (ou ao menos uma noção) com design e codificação (HTML, php, CSS) ou ficará a mercer de layouts prontos ou terá que pagar alguém para fazer. Nada contra nenhum dos dois, mas nem sempre você consegue obter aquilo que havia imaginado.</p>
	<p>Num jargão mais técnico, mantenha seu código fonte limpo, sem muitas frescuras e hacks. Precisa ser bem visualizado no Internet Explorer (6, 7, 8) e Firefox, principalmente. Eu sei que o IE 6 é a pior coisa para designers e programadores, mas a grande massa ainda o usa. Nem ouso falar do IE 5. </p>
	<p><strong>Fotografia</strong>: não precisa ser um J.R. Duran da vida para tirar boas fotos. Todo mundo sabe quando uma foto ficou ruim, porém preferimos ignorar isso, né? :P</p>
	<p>E também, não precisa ter uma camera super high-tech, última geração. É necessário saber usar a ferramenta que possui. Se não souber não adianta nada ter um equipamento potente, mas subutilizado.</p>
	<p>A fotografa <strong>Claudia Regina</strong> destrincha isso com mais propriedade do que eu no texto &#8220;<a href="http://www.dicasdefotografia.com.br/o-equipamento-nao-faz-de-ninguem-um-bom-fotografo">O equipamento não faz de ninguém um bom fotógrafo</a>.&#8221;</p>
	<h3>Conteúdo &#038; Frequência</h3>
	<p>Não adianta ser apenas lindo, ter conteúdo é uma das chaves para que o leitor volte. Somando com a frequência com que você atualiza o seu espaço. Deixar muito tempo parado não é nada legal.</p>
	<p><strong>Nicho</strong>: decida sobre o que deseja falar e atenha-se a ele. Definiu que deseja falar sobre comida, certo? Então, aquele seu artigo sobre rodas de liga leve ou como reformar o banheiro em três etapas não entram no contexto do blog. Claro, ampliar a paisagem toda dentro do seu assunto é bem vindo. </p>
	<p>Por exemplo, viajou e fez um mini tour gastronômico na região e tem dicas bem bacanas? É algo válido a ser dividido.</p>
	<p><strong>Público</strong>: como meu amigo <strong>Martins</strong> disse alguns anos atrás: &#8220;<a href="http://livroseafins.com/2006/12/27/quem-escreve-escolhe-seus-leitores/">Quem escreve escolhe seus leitores</a>.&#8221; Fato que nunca esteve tão aparente quanto nos tempos atuais.</p>
	<p>Alguns autores de blogs prezam por visitantes paraquedistas-do-Google que clicam em tudo quanto é link. Tendo como única meta ser um caça-níqueis, porém esse perfil de visitante não fideliza e dificilmente retornará. Não se iluda, existem milhares de blogs assim que atingem com louvor o objetivo de obter lucro. Mas com conteúdo de gosto duvidoso.</p>
	<p>Por outro lado, existem tantos outros que desejam ter leitores. Pessoas que realmente estão interessadas em ler o conteúdo, gostam do assunto, &#8220;falam&#8221; a mesma língua que o autor e acabam fidelizando ao blog.</p>
	<p><strong>Conteúdo</strong>: ser apenas um repositório de receitas não deve ser lá muito <em>interessante</em>. Sem falar que sites com esse perfil existem de monte.</p>
	<p>Um artigo só com a receita sem as suas impressões dizendo se deu certo ou errado, sugestões de como e onde servir e afins é um tanto chato (ao menos para mim).</p>
	<p>Posso dizer que é imprescindível agregar mais valor ao seu texto. Originalidade na receita, na maneira de escrever, na técnica usada, na foto… as possibilidades são infinitas. Todo mundo desconfia que possui alguma qualidade mais dilapidada que as outras, mas não a usa. Use-a.</p>
	<p><strong>Não mate a língua portuguesa</strong>: blog é informal, mas não precisa destruir a gramática e a ortografia das palavras. Ter um dicionário em mãos é de grande valia. Não tem nenhum? Sem problemas: <a href="http://michaelis.uol.com.br/">Michaelis Online</a> para quem quiser utilizar. <small>(sei que não sou a pessoa indicada para falar isso, mas tento melhorar sempre!)</small></p>
	<p><strong>Frequência</strong>: tente ser o mais constante possível para que os leitores percebam o ritmo de atualização. Não, não precisa escrever várias vezes e todos os dias. Bom, se quiser… a vontade. Tente definir um padrão: duas vezes, três vezes na semana? Dia sim, dia não? Quem decide isso é você.</p>
	<p>Gosto de atualizar o Prato três vezes na semana (segunda, quarta e sexta), mas nem sempre é possível. Entretanto, me esforço para conseguir. Assim, me <em>obrigo</em> a planejar e concluir os textos. E olha que bacana, além de cozinhar mais, acaba exercitando a disciplina! :D</p>
	<h3>A receita é de quem?</h3>
	<p>Quando se publica uma receita o leitor pressupõe que você a fez e deu certo. Seja o mais honesto quando compartilhar uma, sendo claro nas instruções e em todos os detalhes. Conte caso alguma coisa inusitada tenha dado errado e como fez para consertar.</p>
	<p>É virtualmente impossível ter receitas 100% originais sempre, muitas vezes fazemos uma inspirada em outras. É de bom tom dar o crédito para quem merece, e cuidado ao utilizar livros como fonte de inspiração. Normalmente as editoras não gostam nenhum pouco de terem seu conteúdo distribuído de graça, a não ser que você tenha autorização para isso.</p>
	<h3>Plágio não é elogio</h3>
	<p>A cópia de material alheio é uma prática bem recorrente na internet. As pessoas tem a falsa sensação de que se está na rede é livre, concepção mais errada possível.</p>
	<p>Só porque disponibilizei algo na rede não quer dizer que possa ser usado sem mais nem menos. É tudo protegido por direitos autorais e intelectuais.</p>
	<p>Em alguns casos quem faz isso não tem ideia de que é errado e fez sem a intenção. Mas a grande maioria faz consciente, o que existe de gente <em>esperta</em> querendo faturar as custas dos outros não é brincadeira.</p>
	<p>Quer utilizar uma receita, fotos e etc no seu blog, pergunte antes para o autor da obra. Dificilmente a resposta será negativa, perguntar não custa nada.</p>
	<p>E jamais, jamais e jamais: use fotos de banco de dados ou do flickr para ilustrar uma receita. Isso é feio, anti-ético e engano o leitor. Fez a receita, mas não tem como tirar foto? Publica sem foto.</p>
	<h3>Educação é SEMPRE bem-vinda</h3>
	<p>Acredito que ninguém goste de pessoas negativas e mal educadas por perto. Da mesma maneira não é nada legal ficar se achando por ter um blog. <em>Tipo</em>: oi? É só um blog! Você só tem reconhecimento/sucesso/relevância por causa dos seus leitores. Sem eles você não é <strong>nada</strong>.</p>
	<p>Claro, não é para ser uma barata tonta. O blog é seu, não gostou do tom, das palavras, tinha baixo calão? Deleta, simples e fácil. Não vale a pena se estressar por pouca coisa. Creio que muitos começaram o blog justamente para desestressar, não? :)</p>
	<p>A recíproca também é verdadeira. Trate os leitores-comentaristas com educação, sem estrelismo, sem esnobação. Seja humilde.</p>
	<p><strong>Seja sociável, não chato!</strong>: Querer que o seu blog seja conhecido é uma coisa, mas insistir nisso é outra. Visitar e comentar em outros blogs é bacana, forçar a amizade é extremamente mal visto. Considerando que somos todos curiosos, o dono/editor do blog irá acessar seu site caso você o deixe no campo indicado. Não precisa se fazer de “fofo” para que isso aconteça.</p>
	<p><strong>Vamos trocar links</strong>: uma das melhores maneiras de se conseguir novos visitantes é linkar e ser linkados por outros blogs de comida, melhor ainda se for dentro de um artigo. A lista de links também é bacana por ser algo constante.</p>
	<p><strong>Propaganda é a alma do negócio</strong>: digamos que sim. Saiba se promover, mas sem queimar a sua imagem. Existem lugares em que você pode cadastrar seu blog para que outras pessoas o conheçam. Atualmente o que está em voga (e que muitos de nós já fazíamos antes) é o chamado <em>mídia social</em>, ou seja, esses canais abertos de diálogo com os leitores.</p>
	<p>Indexadores geral: <a href="http://blogblogs.com.br/">Blogblogs</a> (nacional) e <a href="http://technorati.com/">Tecnhorati</a> (internacional), a grosso modo esses dois serviços indexam (catalogam) o seu conteúdo e caso alguém procure um termo, o seu blog pode ser o resultado da busca. Oferecem outros serviços como ranking, autoridade, favoritar…</p>
	<p>Focados em comida</p>
	<ul>
	<li><a href="http://www.cozinhasdomundo.com/">Cozinhas do Mundo</a>: serviço criado pela <strong>Elvira</strong> (<a href="http://elvirabistrot.blogspot.com/">Elvira&#8217;s Bistrot</a>) para compilar blogs de comida, mas só os da língua portuguesa! Após cadastro (e aprovação) toda vez que atualizar seu blog, ele será listado lá.</li>
	<li><a href="http://www.tastespotting.com/">Tastespotting</a>: não chega a ser um indexador propriamente dito. É necessário cadastro também, porém só irá aparecer lá caso você envie um artigo específico com foto! Um catálogo de receitas do mundo inteiro.</li>
	<li><a href="http://foodblogsearch.com/pt/">Busca de Blogs Culinária e Gastronomia</a>: é uma rede de busca com foco apenas e somente entre os blogs de comida! Ao invés de ter o Google buscando o mundo inteiro, esse serviço te retorna apenas resultados encontrados entre os blogs de comida. Existe versões em inglês, francês, espanhol e claro, português.</li>
	</ul>
	<p>Outras opções são os microblogings, o mais famoso de todos é o <a href="http://twitter.com/">Twitter</a>. Que consiste em dizer em 140 caracteres alguma informação que desejar. Utilizo para fazer chamadas quando publico algum artigo novo e compartilhar alguma outra dica sobre comida. É bem bacana para aumentar a sua rede de contatos.</p>
	<p>Aqui no Brasil existe a possibilidade de usar o <a href="http://www.orkut.com/">Orkut</a> como canal de comunicação, mas exige tempo e dedicação. Confesso que tentei, mas como os outros autores de blogs sabem… manter um não é nada fácil, hahahahah.</p>
	<h3>Leitores e você</h3>
	<p>É inevitável, não adianta reclamar! No fundo, você queria isso! :P Um dos grandes diferenciais de um blog e um site comum é esse canal aberto com o leitor. Tanto comentários quando email/formulário de contato direto.</p>
	<p><strong>Comentários</strong>: nem precisava dizer, mas não custa. Tenha um sistema de comentários no blog, isso melhora o relacionamento com quem te lê. Nessas conversar paralelas podem surgir amizades, oportunidades, dicas, pautas…</p>
	<p>Em contrapartida, é preciso um sistema anti-spam. Evita comentários com palavras de baixo calão, além daquelas ofertas de medicamentos pra melhorar você sabe o quê ou aumentar aquilo lá também. hahahahah Para quem usa WordPress em servidor próprio tem <a href="http://akismet.com/">Akismet</a> (uso este) e <a href="http://wordpress.org/extend/plugins/bad-behavior/">Bad Behavior</a>, por exemplo.</p>
	<p>No blogger, tem os capctha (aquelas letras/números para digitar) ou moderação manual. Não se atormente caso precise deletar um comentário. Lembre-se: o espaço é seu. Não é democracia e muito menos a casa da mãe joana!</p>
	<p><strong>Contato</strong>: disponibilizar um email ou um formulário para um contato direto é de grande valia. Alguém gostaria de uma informação mais apurada, comentar alguma coisa em privado, fazer um convite, orçamento… as razões são infinitas.</p>
	<p>Só esteja preparado para receber mais do que isso… propagandas, ofertas, perguntas, comentários absurdos <strong>vão</strong> aparecer. Mais cedo ou mais tarde.</p>
	<p><strong>Pessoas fofas-miguxas demais</strong>: pode ser uma visão pessimista do mundo, não sei. Porém, pessoas <em>Pollianas</em> demais me irritam e geram muita desconfianças. Ainda mais se tais pessoas estiverem representando alguma empresa que deseja parcerias.</p>
	<h3>Dinheiro!</h3>
	<p>É possível obter algum lucro com blog? Sim, claro! Mas… não é <strong>nada fácil</strong>. Exige <strong>paciência</strong> e <strong>muito trabalho</strong>. Não será da noite para o dia.</p>
	<p>Particularmente, não vejo nada de errado em receber por fazer algo que gosta e que, até então, fazia de graça. Se querem te pagar para alguma coisa, analise, pese os prós e contras e seja feliz! :D Dinheiro é sempre bem-vindo.</p>
	<p>Entretanto, tenha bom senso e não seja hipócrita. Por exemplo, diz nos quatro cantos do blog que não gosta de margarina, mas faz publicidade para um marca específica? Coerência, ao menos. Dinheiro não é tudo, é consequência.</p>
	<p><strong>Cortesia</strong>: em algum momento no crescimento do seu blog, você poderá receber ofertas de parcerias-cortesia. Ou seja, para que você receba algum produto para fazer uma apreciação. Mais uma vez, nada contra. Só deixe claro como funciona a sua política quanto a esse tipo de oferta.</p>
	<p>As agências e empresas bacanas sabem que só o fato de enviar tal produto não significa que você irá comentar sobre. Caso comente, o bom senso sugere que se diga a verdade. Tanto se gostou ou não, conte quais os pontos que chamaram a atenção para o bem e para o mal. Numa situação extrema, o que foi enviado é muito ruim, você não se sente confortável em apontar os vários erros dele e é possível devolver. Devolva.</p>
	<p>Veja bem, é uma <strong>resenha/review</strong> e não uma nota de <em>release</em> de lançamento. É muito mais fácil só falar que existe tal coisa do que dar a cara a tapa com a sua opinião.</p>
	<p>Muito importante, confirme com o remetente se foi realmente ele que enviou tal material para você. Existem pessoas de todas as índoles no mundo, na internet não seria diferente.</p>
	<p><strong>Programas de monetização</strong></p>
	<ol>
	<li><a href="http://www.google.com/adsense/">Adsense</a>: é o sistema de propagandas do Google. São aqueles que vem escrito &#8220;Anúncios Google&#8221;. Você precisa se cadastrar no serviço e colocá-lo o seu blog. Dependendo de como for o seu público pode te render bem ou não.</li>
	<li><a href="http://afiliados.submarino.com.br/affiliates/default.asp">Submarino</a>: você recebe uma porcentagem X sobre a venda de produtos originadas no seu blog. Mas toda transação é feita pelo Submarino, o único trabalho é colocar os banners e links de produtos.</li>
	<li>Propaganda direta: é quando você vende espaço publicitário no blog tanto para banner ou artigo pago. Normalmente o contato é feito por agencias de publicidade. Para que você seja escolhido ou cogitado é necessário ter ferramentas que monitorem a sua visitação (por exemplo, google analytics).</li>
	</ol>
	<p>Considerando que o seu blog é de nicho (sobre gastronomia) saiba que o seu valor é alto, pois o público que acessa é especifico. Ou seja, realmente quer saber mais sobre determinado assunto. Isso eleva a sua relevância e claro, seu valor de mercado. Mas óbvio, o blog deve ter uma visitação expressiva. E quando pedem exclusividade não tenha pudores em aumentar a quantia.</p>
	<p>Dificilmente uma grande empresa irá entrar em contato direto com você, para isso ela conta com algum tipo de assessoria que pode ser dentro da organização ou um serviço terceirizado.</p>
	<p>Cuidado, mas muito cuidado com essas pessoas de contato/atendimento. Algumas se fazem de <em>simpáticas</em>, <em>fofas</em>, <em>super amigas</em> e <em>agradáveis</em>. Como se o mundo fosse um <em>mar de rosas</em> (eu sempre desconfio desse pessoal <em>amigo</em> demais).</p>
	<p>Quanto maior a passividade pior a pessoa será. Acredite-me. Se você se rebela contra o molde do sistema dela, prepare-se para conhecer o verdadeiro lado macabro. Melhor conhecer uma pessoa mais agressiva, pois nesse caso a chance dela estar fingindo é menor.</p>
	<p>Não se esqueça nunca: empresas não são boas ou ruins, seguem tendências de mercado. Elas não acordaram um belo dia e pensaram: &#8220;Nossa! Blogueiros são tão legais, vamos nos juntar a eles e viver felizes para sempre!&#8221;. Errado.</p>
	<p>O mercado mostra que investir em blogs dará retorno (financeiro, claro). E muitas organizações estão apostando nisso. Até este ponto, nada de errado. O problema é quando não se joga limpo. Uma negociação só é boa quando os dois lados ganham.</p>
	<p>Algumas agências/empresas usam uma máscara linda, mas por dentro é comandada por pessoas sem escrúpulos nenhum. Que só querem levar vantagem em tudo, e pior, em cima de outras pessoas.</p>
	<p>É muito mais interessante captar conteúdo gerado por blogueiros do que ter várias equipes de jornalistas para produzi-lo. O custo de se manter colaboradores é bem mais alto, não? Faça as contas.</p>
	<p>Ou seja, exija respeito. Não se venda por <em>espelhos</em>.</p>
	<h3>Tudo junto e misturado</h3>
	<p>O que foi dito até agora são apenas e nada mais do que sugestões. Faça aquilo que acreditar ser mais intessante, invente novas, faça do seu jeito.</p>
	<p>É somente um blog, você o começou por diversão, não é mesmo? Não se leve e nem o blog muito a <em>sério</em>. Saia e viva. Tenha sempre isso em mente. :)</p>
	<p><img src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/micosapo.jpg" alt="Tá, pode rir! uehueheuheuehuh" title="Tá, pode rir! uehueheuheuehuh" width="461" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-1824" /><br />
Tá, pode rir. Hahahahahahahah! :D</p>
	<p><img class="centered" src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/divisor.jpg" alt="Sou um separador! Tudo bem?" title="Sou um separador! Tudo bem?" height="30" width="200"></p>
	<p>Caso tenha uma dúvida e/ou sugestão sobre algum tema (gastronomia e blogs) é só <strong>comentar</strong> ou entrar em <a href="http://pratofundo.com/contato/">contato</a>. Quem sabe não vira um artigo!
</p>
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		<item>
		<title>Série 101: Baunilha</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 16:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[série 101]]></category>
		<category><![CDATA[baunilha]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate 101]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira versão deste artigo foi postada no meu antigo blog que não era de comida. Como ele passa por reformas, resolvi trazer o assunto pra cá. Meu objetivo neste artigo é transmitir a informação correta sobre extrato, essência e afins sobre a baunilha. Mais um texto para a série &#8220;Chocolate 101.&#8221; Vanilla planifolia É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/pratofundo/2947611897/"><img class="centered" alt="Fava de baunilha aberta" src="http://farm4.static.flickr.com/3213/2947611897_62efbf962a.jpg" title="Fava de Baunilha" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Fava de baunilha aberta</p></div></p>
	<p>A primeira versão deste artigo foi postada no meu antigo blog que não era de comida. Como ele passa por reformas, resolvi trazer o assunto pra cá. Meu objetivo neste artigo é transmitir a informação correta sobre extrato, essência e afins sobre a baunilha. Mais um texto para a série &#8220;<a href="http://pratofundo.com/tag/chocolate-101/">Chocolate 101</a>.&#8221; </p>
	<h2>Vanilla planifolia</h2>
	<p>É uma das cem espécies que formam o gênero <em>Vanilla</em> da família das orquídeas. Exato, a planta que produz a fava, tem como flor a orquídea. É nativa do México, atualmente o maior produtor é Madagascar. Dentre as espécies, essa variedade é a que produz a maior quantidade de vanilina.</p>
	<p>Como boa parte das orquídeas, necessita de outras plantas ou pedaço de madeira como suporte para crescer, praticamente uma trepadeira. A fava é uma vagem da planta, é o fruto dela. Para isso é necessário a fecundação do óvulo com pólen, mesmo a flor tendo a parte feminina e masculina existe uma proteção para que não ocorra a auto-fecundação, uma flor produz uma fava.</p>
	<p>Por muito tempo, a produção era restrita ao México por causa de uma abelha que polinizava as flores que só existe lá. Até que foi descoberto uma forma de polinização manual com uma vareta de bambu que é usada até hoje. Detalhe, desde 1841.</p>
	<p>Outro detalhe, a flor depois de aberta dura no máximo um dia (às vezes até menos), assim é preciso um cuidado contínuo para não perder a oportunidade de polinização.</p>
	<p>Da fava verde até o produto final que é vendido, existem várias etapas. Desde o tempo de crescimento até a curagem que desenvolvem o aroma, sabor e cor da fava. É trabalhoso e demorado, o que reflete no preço.</p>
	<p>Tanto a fava quanto o extrato são caros porque dá um trabalho enorme cultivar e maturar a fava. Não é à toa que depois do açafrão verdadeiro (estigma seco da flor <em>Crocus sativus</em>), a baunilha seja o segundo condimento mais caro do mundo.</p>
	<h2>Vanilina</h2>
	<p><img class="alignleft" src="http://pratofundo.com/wp-content/uploads/molecula-vanilina.jpg" alt="Molécula: Vanilina" title="Molécula: Vanilina" width="100" height="150" class="size-medium wp-image-912" /> Essa é a principal substância responsável pelo aroma e sabor de baunilha, cada fava tem em média 2,5%. Tanto na fava quanto no extrato é encontrado outras substâncias que colaboram, como o piperonal (óleo essencial).</p>
	<p>Existe também vanilina sintética, produzida em laboratório. Usada na indústria como aromatizante artificial e reagente químico. E bem mais barata que a natural.</p>
	<h2>Produtos disponíveis </h2>
	<ol>
	<li><strong>Fava</strong>: a vagem maturada e pronta para uso.</li>
	<li><strong>Extrato de baunilha</strong>: solução com no mínimo 35% de álcool e 380g de fava de baunilha (seca e com máximo 25% de umidade) por galão (1 galão &cong; 3,785 litros) nos EUA. Aqui no Brasil, álcool 70% e com no mínimo 12% de fava.<br />
<small>[Fonte: <a href="http://www.accessdata.fda.gov/scripts/cdrh/cfdocs/cfcfr/CFRSearch.cfm?fr=169.3">U.S. Food and Drug Administration</a> e <a href="http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/12_78_condimentos.htm">ANVISA</a>]</small></li>
	<li><strong>Essência artificial</strong>: vanilina sintética diluída em álcool e caramelo como corante.</li>
	<li><strong>Açúcar baunilhado/ de baunilha</strong>: açúcar refinado (ou de confeiteiro) aromatizado artificialmente com vanilina sintética.</li>
	</ol>
	<p>Já vi a venda, em São Paulo, um produto que dizia ser &#8220;extrato orgânico de baunilha&#8221;. Porém, ao ler o rótulo estava escrito: vanilina. Penso que se realmente fosse, deveria estar escrito baunilha. Sem falar que não devia ter nem 50mL e super caro para algo supostamente falso.</p>
	<p>Vale ressaltar que nunca vi no Brasil (leia-se: São Paulo) extrato de baunilha de verdade, e muito menos açúcar de baunilha de verdade. Neste último, apenas a imitação barata com o aromatizante artificial.</p>
	<p>A diferença básica, mas colossal: o extrato é feito com a fava. Enquanto, a essência é um produto sintético que contém apenas a vanilina como agente de sabor. Por isso é infinitamente mais barato. </p>
	<p>Podem dizer: &#8220;<em>mas eles tem a mesma substância base que proporciona o aroma e sabor!</em>.&#8221; O resultado final não é o mesmo, cozinha com os dois para notar a diferença. Além do mais no extrato/fava existem outros componentes que ajudam nesse processo de dar sabor e aroma.</p>
	<p>Resumindo, é um insulto chamar <em>extrato</em> e <em>essência artificial</em> de <strong>mesma</strong> coisa. São totalmente diferentes. Soube de gente que diz que são a mesma coisa, ensinam errado, ficam bravos quando se tenta corrigir e dão piti. Uma coisa é adaptar uma receita, um ingrediente ter vários nomes, mas ensinar errado já é <em>mancada</em>… para não dizer outra coisa.</p>
	<p>É possível fazer o <strong>extrato natural caseiro</strong>, processo fácil e muito comum com entre o pessoal gringo (<a href="http://www.travelerslunchbox.com/journal/2007/10/9/project-vanilla.html">Project Vanilla</a>, <a href="http://hotgarlic.blogspot.com/2008/09/vanilla.html">Vanilla Extract</a>, <a href="http://eatingetc.blogspot.com/2007/11/homemade-vanilla-extract.html">Homemade Vanilla Extract</a> e <a href="http://ayankeeinasouthernkitchen.com/2008/08/04/homemade-bourbon-vanilla/">Homemade Bourbon Vanilla</a>).</p>
	<p>A <strong>Cinara</strong> ensinou (<a href="http://cinarasplace.blogspot.com/2007/11/homemade-vanilla-extract.html">Homemade Vanilla Extract</a>) e a <strong>Simone</strong> também (<a href="http://chocolatria.blogspot.com/2008/08/extrato-de-baunilha.html">Extrato de Baunilha</a>). A única coisa &#8220;ruim&#8221; é ter que sacrificar algumas favas, heheh.</p>
	<p>Fontes:<br />
- <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vanilla">Wikipedia</a>.<br />
- DAUGSCH, Andreas; PASTORE, Gláucia. <strong>Production of vanillin: a biotechnological opportunity</strong>. <strong>Quím. Nova</strong>.,  São Paulo,  v. 28,  n. 4,  2005.  Disponível <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0100-40422005000400017&#038;lng=en&#038;nrm=iso">aqui</a>.<br />
- McGEE, Harold. <strong>On food and cooking</strong>: the science and lore of the kitchen. Scribner, 2004
</p>
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		<title>Série 101: Gotas de Chocolate</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 00:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Hugo</dc:creator>
				<category><![CDATA[série 101]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate 101]]></category>
		<category><![CDATA[gotas]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte desse artigo seria postado junto com a receita dos Melhores Cookies, mas o texto havia ficando muito grande. Então, dividi para gerar dois. :) As informações não chegam a ser um compêndio absoluto sobre chocolate, longe disso. Apenas uma pequena parcela desse mundo que cá entre nós é imenso! Tantas marcas e variedades. Hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img class="centered" alt="Gotas de Chocolate Ghirardelli" src="http://farm3.static.flickr.com/2210/2922464729_fe5d17e817.jpg" title="gotas de chocolate" width="500" height="375" /></p>
	<p>Parte desse artigo seria postado junto com a receita dos <a href="http://pratofundo.com/melhor-cookie-de-chocolate/">Melhores Cookies</a>, mas o texto havia ficando muito grande. Então, dividi para gerar dois. :) </p>
	<p>As informações não chegam a ser um compêndio absoluto sobre chocolate, longe disso. Apenas uma pequena parcela desse mundo que cá entre nós é imenso! Tantas marcas e variedades. Hoje irei falar sobre gotas de chocolate.</p>
	<h3>Gotas</h3>
	<p>Existem algumas marcas que tem gotas de chocolate a venda: </p>
	<ul>
	<li><a href="http://www.barry-callebaut.com/">Callebaut</a></li>
	<li><a href="http://www.arcor.com.br/">Arcor</a></li>
	<li><a href="http://www.garoto.com.br/handles/produtos/tpl_produto_detalhes.php?id_tipo_produto=8&#038;id_produto=124&#038;pid_produto=122&#038;cod_idioma=PT">Garoto</a> com a linha Dessert</li>
	<li><a href="http://www.harald.com.br/produtos_det.asp?IDPro=24&#038;IDCat=4&#038;IDSeg=1&#038;sigla=art">Harald</a></li>
	<li><a href="http://www.mavalerio.com.br/">Mavalério</a> (Mil Cores).</li>
	</ul>
	<p>Essas são as marcas que conheço por ter visto à venda. Ou seja, já peguei o produto e pude ler a composição do chocolate. Por que disso? Existem chocolates e &#8220;<em>chocolates</em>&#8220;.</p>
	<ol>
	<li><strong>Chocolate de verdade</strong>: é feito de cacau (manteiga de cacau, massa de cacau), açúcar e outros ingredientes aprovados, como leite. E não pode ser adicionado gordura que não sejam do cacau (manteiga de cacau).</li>
	<li><strong>Chocolate hidrogenado</strong> (cobertura hidrogenada sabor chocolate) / Mockolate*: a grande diferença, na composição, é que a manteiga de cacau é substituída por gordura vegetal hidrogenada (GVH).</li>
	</ol>
	<p>O que isso interfere? Praticamente <strong>em tudo</strong>. No paladar, no preço, no resultado final. Enquanto o verdadeiro tem um gosto bacana e quando consumido derrete no ponto certo. Já o outro possui um gosto característico, alguns dizem de &#8220;sabão&#8221;, um retrogosto que perdura na boca mais do que o necessário (em pessoas susceptíveis pode provocar uma azia monstro).</p>
	<p>Para quem for nascido nas décadas de 80-90 vai saber, sabe aqueles guarda-chuvinhas, cigarrinhos de chocolate? Aquilo é um ótimo exemplo de chocolate hidrogenado. Comia e &#8220;crescia&#8221; na boca, hahah </p>
	<p>O único porém é que o hidrogenado resiste melhor ao calor. Pode fazer 30ºC que ele fica lá, sem derreter quase nada. Enquanto, o verdadeiro se colocado nessas condições não resiste. Entretanto, chocolate não é feito para ficar nessas temperaturas. Dependendo do fabricante, a faixa de armazenamento é de 12º-20ºC.</p>
	<p>Essa troca é feita, basicamente, por motivos financeiros. GVH é muito mais barata que manteiga de cacau. E não por que as empresas são legais e querem dar uma alternativa.</p>
	<p>Dentre as marcas listadas, as únicas em que as gotas tem formato de <em>gotas</em> (!) eram: Callebaut e Arcor.</p>
	<p><strong>Chocolate de verdade</strong></p>
	<ul>
	<li><strong>Callebaut</strong>: é uma marca de chocolate belga, tem produção local (massa de chocolate vem da Bélgica): gotas caríssimas! Compensa comprar a barra de 1kg. Havia também pastilhas coloridas, mas eram hidrogenadas. É caro, pessoas &#8220;normais&#8221; não comprariam.</li>
	<li><strong>Arcor</strong>: já me falaram bem das gotas, mas achei um pouco caro da última vez que vi (r$15/500g &#8211; ou algo do gênero). No site não encontrei nenhuma referência ao produto&#8230; mas existe, eu vi nas lojas para artigos de festa da 25 de março (São Paulo). Aparentemente é chocolate de verdade, não é hidrogenado (existe versão hidrogenada também).</li>
	</ul>
	<p>Ainda não testei o chocolate da Callebaut, mas alguns amigos já me garantiram que o produto é excelente. Na última viagem para São Paulo comprei uma barra de 1kg da versão amargo (mínimo de 51% cacau). Nessa mesma linha existe uma versão da Nestlé com 70% de cacau. Não sei qual é o preço dessa barra da Nestlé em São Paulo, mas onde moro ela custa o praticamente o mesmo pelo que paguei na da Callebaut.</p>
	<p><del datetime="2008-10-25T01:41:46+00:00"><strong>Laurinha</strong> (do <a href="http://www.docelaurinha.blogspot.com/">Pitadinhas</a>) contou nos comentários que a Callebaut não iria ter mais produção local…só falta eu gostar do produto e parar de produzir! Mancada, hein? heheheheh</del></p>
	<p>[<strong>Atualização 24/10/08</strong>]<br />
Entrei em contato com a <strong>Callebaut</strong> para ter mais informações. Tanto em Zurique (que me respondeu) quanto no escritório em São Paulo (sem resposta).<br />
 A mensagem que recebi veio da senhora <strong>Gaby Tschofen</strong> que informou que a empresa tem a política de não comentar sobre rumores ou especulações, porém nesse caso abriram um exceção. Pois a informação está <em>tão errada</em> (palavras dela), segundo a Callebaut <strong>não</strong> tem planos de descontinuar a produção aqui no Brasil. Ou seja, a produção continua! :D</p>
	<p><strong>Chocolate hidrogenados</strong></p>
	<ul>
	<li><strong>Garoto</strong>: linha Dessert são os produtos hidrogenados da Garoto. As gotas nunca usei, porém a barra de 1kg do meio-amargo já…e não gostei.</li>
	<li><strong>Harald</strong>: é outra marca muito usada por causa de seus hidrogenados. Já provei, não chega a ser tão ruim, mas tem o retrogosto e tudo o mais. Comer puro nem pensar, aliás, nenhum desses hidrogenados.</li>
	<li><strong>Mavalério/Mil Cores</strong>: dentre as opções é a mais barata, porém não é chocolate de verdade, é hidrogenado. Preciso dizer mais alguma coisa? :X</li>
	</ul>
	<p>Explicação para o Mockolate…<br />
É uma marca fictícia de chocolate criada no seriado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Friends">Friends</a>. Era um substituinte artificial para chocolate que a personagem Monica teve que usar num trabalho (ela era chef), só que o produto era muito ruim. Então, <strong>Cybelle</strong> (<a href="http://www.typetive.com/candyblog/">Candy Blog</a>) passou a chamar os chocolates hidrogenados assim por causa de uma tentativa de mudar a legislação do <a href="http://www.fda.gov/">FDA</a> no que se referente ao chocolate. Em suma, querem que esses chocolates de baixa qualidade possam ser chamados de chocolates também. </p>
	<p>[<strong>Atualização:</strong> 12/10/2008 - 23:22]<br />
A <strong>Ana Elisa</strong> (<a href="http://www.lacucinetta.com.br/">La Cucinetta</a>) complementou com o seguinte: &#8220;<em>Os callets são usados para temperar o chocolate, porque se tem um controle melhor da quantidade de chocolate adicionado até chegar no ponto certo.</em></p>
	<p><em>As gotas, ou chips, são meramente decorativos, e não se prestam para serem derretidas e temperadas, sendo usadas apenas para irem inteiras em cookies, sorvetes, muffins e afins</em>&#8220;.<br />
Isso eu não sabia! :O Aprendi mais um pouco! :)</p>
	<p>E a minha consultora particular sobre chocolate, <strong>Simone Izumi</strong> (<a href="http://chocolatria.blogspot.com/">Chocolatria</a>) fala mais: &#8220;<em>Realmente a maioria delas são hidrogenadas…além de sua resistência mediante as variações de temperatura, elas também possuem uma melhor apresentação estética final (momento em que você abre o saquinho). </em></p>
	<p><em>Se fossem feitos com o chocolate bom (o chamo assim…rs) as gotinhas chegariam opacas, sem brilho, porém boas para o consumo. Misteriosamente, as gotinhas hidrogenadas chegam brilhantes e vangloriosas…assim como chocolate granulado! (&#8230;) Consumo de chocolate belga para mim, só puro, in natura…sem interferências!</em>&#8221;</p>
	<p>Não disse que era um assunto vasto? :D
</p>
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