Como as minhas idas para São Paulo ficarão mais difíceis e escassas o decorrer do ano (certeza mesmo só em novembro) aproveitei esta última ida marcada para conhecer o restaurante Na Cozinha que fica na região dos Jardins em São Paulo.
Finalmente um restaurante que fica perto de onde eu fico, a maioria fica na Vila Madalena. Nada contra, mas perder tempo no trânsito para quem vai no esquema bate-e-volta-correndo não seria nada legal.
Para quem não sabe o Na Cozinha é encabeçado por Marcelo Katsuki (Comer e Bebes) e pelos chefs Carlos Ribeiro e André Giovanni.
O cardápio da casa na hora do almoço é pequeno, segue de 3 opções. Menu executivo (Entrada, Prato do Dia e Sobremesa), Segunda opção (Entrada, 3 opções de prato principal e Sobremesa) e Menu especial (Entrada, Bacalhau fresco na chapa e Sobremesa). Já no jantar o leque de opções é maior.
Um detalhe que contou para decidir em conhecer o local foram as bebidas diferentes: Guaraná Jesus (aquele que é rosa), Gengibirra (refrigerante de gengibre), Cajuína (refrigerante de caju), Mate Couro (a base de erva mate).
Fiz reserva para o almoço, minhas escolhas foram o Menu Executivo e gengibirra. No dia, o menu era: Salada verde (entrada), Picadinho de filé mignon (prato do dia) e bolo de café com pudim de leite (sobremesa).
A salada estava bem servida e temperada. Bem diferente do que costumo comer, em casa ou quando existe a possibilidade como sem tempero. Sei que havia uma redução de cachaça e vinagre balsâmico no molho, além de algum adocicante. Mel ou açúcar, considero o segundo, não tinha gosto de mel. E guarnecido com gotas de um purê de beterraba.
Picadinho de filé mignon. A maneira de servir foi uma surpresa! Tudo separado em pequenos recipientes quase um ramekin, mas de cerâmica. Aposto que sejam da Hideko Honma, havia o carimbo em kanji embaixo, mas só reconheci o “Hi”. Lembrando do prato agora na hora da escrita me veio um fato bem interessante que não havia casado quando o comi. Os temperos estavam bem suave, da maneira que estou acostumado e aprendi a comer (influência da cozinha japonesa com a qual cresci). Mas digamos que não esperava por isso, faltou algo a mais.
O grande chamariz do prato foi a banana chips, finíssima fatias de banana (suponho que seja da terra ou a nanica não madura) fritas e temperadas no sal. Tinha gosto de banana suave, mas lembrava batata. Um contraste super bem-vindo.
Bolo de café com pudim de leite. Sendo um grande guloso em relação a doces, a sobremesa estava excepcional. No bolo havia alguma bebida (licor Tia Maria, talvez?), úmido e forte, mas sem ser pesado. Pudim de leite mesmo sendo um dos doces mais triviais do Brasil estava delicioso! Sendo boa, não importa se é simples ou complexa.
Gengibirra mesmo sendo da região de Curitiba, nunca havia visto quando fui pra lá. O gengibre não é forte, mas o gosto do vegetal está lá. Muito refrescante e sem calorias! Era versão zero calorias, hahahahah. Queria ter levado a versão pequena do Guaraná Jesus, mas estava em falta! Uma pena.
Serviço foi regular, nem bom e nem ruim. Poderia ter sido melhor executado. Por exemplo, havia feito reserva, porém isso não foi checado (tudo bem que quando cheguei não havia outros clientes, mas depois foi enchendo). Só tive explicações sobre a gengibirra e do picadinho. Tanto da salada e da sobremesa escutei por tabela de outras mesas, não, eu não fiquei de butuca nas conversas alheias. hahahahahah
Para um outro cliente (um senhor com jeitão de empresário) foi oferecido sal, azeite e pimenta para a salada. Mas para mim, não (com cara de pobre coitado sem dinheiro). Tudo bem que para a mesa do lado (um casal) também não foi oferecido, então, a margem de interpretação não é tão assim.
No geral foi uma boa refeição, com acertos e alguns pontos a serem melhorados. Porém, esperava algo a mais… não estava ruim, de forma nenhuma, mas por causa de quem assina a casa a gente cria uma certa expectativa. Não sei se o público não-gourmet esteja preparado para o conceito de gastro-pub. Como o estabelecimento é novo, vamos aguardar o que o futuro nos reserva.
Na Cozinha
Rua Haddock Lobo, 955 – Jardins (São Paulo)
Telefone: 11 3063-5377 ou 11 3063-5374
Preço: $$ (acima dos r$30)



Vitor Hugo




Uow! Parece ser bem servida a porçao de picadim, hein??
Adorei a sugestão!
As bananas fritas sao feitas por lá? Pq tenho o costume de comprá-las a granel…hohoo…e sao perfeitas também.
Eu tenho certeza que vc volta antes de novembro!!!ahhahahahah….senao vc vai ficar deprê!
bjao
si
Eles participaram do restaurant Week. Pensamos em ir, mas um amigo nosso disse que estava fraquinho. Ele foi até meio maldoso, dizendo que a casa era bonitinha, serviço bonitinho, comida bonitinha, tudo “inho”.
bjo
Fui no lá durante o RW. Os pratos eram bem simples, mas estava gostoso. Pretendo voltar em um dia normal para poder conhecer melhor.
Fiquei com vontade de comer banana frita agora =p
Eu passei em frente, mas acabei comendo num vegetariano na Rua Augusta maravilhoso. Ah, que saudade de São Paulo… :D
A sobremesa que vc provou parece bem melhor que a que comi… Não sinto muita vontade de voltar lá. Da próxima vez combinamos o Capim Santo?
Fui no almoço e detestei. Comi as 3 folhas de alface com croutons de entrada e o curry de frango, acompanhado de arroz, farofa e tomate picadinho (numa porção bem reduzida, lembraria) como prato principal. De sobremesa, vieram uns churros com calda de chocolate. A calda boa, mas a massa dos churros um pouco encruada. Uma refeição absolutamente sem graça. A única coisa bem temperada foi a conta: R$ 39,32 por PF de meia porção.