Direitos autorais, ou seja, tira a mão que é meu
Esta semana recebi uma dica do Thássius Veloso (Memórias Fracas) a sugestão do blog da Luciana Fróes (que até então nunca tinha ouvido falar) para o post sobre direitos autorais na gastronomia.
Está certo que o texto não aponta, ao menos não consegui perceber, para nenhuma opinião da colunista em si, apenas a recontagem de farpas trocadas por copiadores e copiados.
Tendo em mente a máxima de Lavoisier: “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma“. A gastronomia também não seria diferente, não? Ao menos nessa vertente da cultura humana, acredito, que seja praticamente impossível querer algum direito de alguma criação gastronômica, sem dizer que conhecimento é para ser compartilhado.
Pelo texto da Luciana, a legislação brasileira a autoria de pratos não é possível requerer o registro. Apenas as receitas, porém se mudar um detalhe já está caracterizado outra criação.
Caso o “chef” deseja que sua criação não seja conhecida por mais ninguém do que ele pergunto: Para que fazer? Para que divulgar? Para que se dar ao trabalho de criar, se ninguém pode desfrutar? Vamos nos lembrar que estamos falando de comida que deve ser partilhada, acredito.
Plágio? Ou influências? Se fosse assim, meio mundo gastronômico seria taxado de copiadores descarados do Ferran Adrià por causa das espumas que ele criou. Ou melhor, da cozinha molecular.
Essa preocupação com picuinhas se deve, em parte, pelo ego colossal que os chefs adquirem com o passar dos anos. Posso estar sendo leviano em minhas colocações, mas tem muita gente do ramo que se acha a última coca-cola do deserto, ou melhor, a melhor trufa branca de Alba. Por favor, menos, não?
Se for para copiar/sofere influência faça como um bom autor de blog informe a fonte, simples assim, não?
Na modesta visão do quase cozinheiro, ao invés de perder tempo com formigas poderiam utilizá-lo para criar e trazer mais desbunde para os comensais, não? :)
[BL]Livro, CD, DVD, Utilidades Domésticas[/BL]
Quer o link fixo?










Acho ridículo querer manter uma receita guardada a sete chaves. Comida não é pintura nem obra literária. As receitas são feitas para serem reproduzidas, trocadas, adaptadas… Porque cozinhar, é uma partilha. :-)
@Elvira: isso mesmo! Falta essa visão para esse pessoal chato!