Por muito pouco não consegui ir na Nelson Boulangerie (Av. Madre Leônia Milito, 446 - Londrina/PR). Na primeira tentativa estava fechada, infelizmente. E tinham me dito que talvez pudesse ter fechado as portas, para a minha tristeza. Insisti mais um pouco, ainda bem. Estava aberta e funcionando. Mais uma vez foi indicação do Marcelo Katsuki (do Comes & Bebes, é o moço é bem informado mesmo).
Tenho a leve impressão de que as pessoas devem achar que eu vou meio estranho quando vou a esses lugares, fico num estado de alegria. Sabe criança quando recebe brinquedo novo? É quase no mesmo esquema… hahah
Ainda mais quando se vê pães no formato de caranguejo, urso, maçã, brioche tradicional e os pães da linha clássica (francesa). Confesso que os pães mesmo não comprei nenhum, só os diferentes, pois não teria tempo hábil para degustar todos da maneira devida.
Provei o pão no formato de caranguejo (presunto com catupiry, gostoso) e a maçã (recheio de creme, tinha uma pitada a mais de açúcar). Este último, tinha certeza que era de maçã mesmo! Optei por este ao invés da massa folhada por ter menos manteiga e tudo o mais…(na verdade, foi para contrabalancear a ida na Hachimitsu. Lá a gula atacou legal, doces são o meu fraco) mas quando cortei, meu susto! Cadê a maçã? Acontece. Não li direito a plaquinha de identificação. Fiquei tentado em experimentar o brioche, e uma espécie de palmiers gigante (tinha outro nome, mas…. =x). Fica para a próxima.
O estilo da boulangerie (padaria em francês) é bem parecida com a Bakery Itiriki que fica na Liberdade (São Paulo - Capital), o cliente se serve com aquelas pinças de metal de padaria.
Quando vir (vier) melhor, visitar Londrina de novo, vou querer provar os pães sem medo da conta! Por causa do nome, da localização tive a falsa impressão que seria caro, mas não foi nem um pouco! E não é esnobismo da minha parte não, sou muito controlado (leia-se: mão de vaca, dá tchau com a mão fechada, japonês mas com alma turca e afins). Apenas que fazer isso com mais tempo.
Só um parentêse: tinha também “Melon Bread” e na etiqueta estava a bandeira do Japão… já tinha ligado com o anime/mangá Yakitate!!Japan por causa do pão em formato de caranguejo. Depois dessa, não tem como não relacionar um com outro. Yakitate!!Japan é um mangá (história em quadrinhos japonesa) e anime (desenho animado japonês) que tem como tema a vida de um jovem e talentoso padeiro (é isso mesmo, padeiro). E dentre várias receitas na história tinha o pão de melão e o pão de caranguejo.
Nelson Boulangerie
Av. Madre Leônia Milito, 446
Telefone: (43) 3321-3954
Londrina/PR
Na viagem que fiz para Londrina/PR conheci a Hachimitsu (Av. JK, 3190 loja 03), uma confeitaria ou como está escrito “atelier de delícias”. A indicação foi do Marcelo Katsuki (do Comes & Bebes), isso que ele mora em São Paulo e já sabia do lugar!
O ambiente é pequeno, mas a sensação que dá é que tudo foi muito bem pensado e planejado. A identivade visual da fachada, os flyers, o cartão e até o magneto! Só o site que ficou devendo, ainda está em construção. Tudo muito bem decorado e relacionado com o tema, um lugar bem bacana. Vamos ao principal: os doces, a confeitaria em si.
Como não podia de ser, seguem a linha clássica (francesa) da pâtisserie, porém com o toque oriental como havia dito o Marcelo. Ou seja, mesmo sendo ‘doces’ não são carregados no açúcar e pulam aos olhos, todos em miniaturas. Um primor que só. A mini Saint Honoré (r$4) é um deleite a parte.
O carro chefe, como a atendente me disse, são as éclairs do tamanho tradicional mesmo. Porém, também são oferecidas caixas com mini-éclairs com sabores variados (tradicional, chocolate branco, preto, café e coco, r$ 12 com 16 mini-éclairs). Peguei uma dessas para poder provar todas! Heheh. Você não quer parar de comer.
Além da mini Saint Honoré, provei o Yellow Cake (r$4,50): mousse de maracujá sob uma base de pão de ló com abacaxi em calda. Pensa numa mousse leve, leve, e mais leve? E no ponto certo entre o açúcar e cítrico do maracujá (ok, para mim poderia ser um pouco mais cítrico, heheh). E mousse de verdade.
Minha irmã achou um pouco caro, eu já achei o preço justo devido a qualidade e o tamanho dos produtos. Não devo ser o único, mesmo na sexta-feira (12/10) feriadão, não parava de chegar gente e o telefone, então? O serviço foi eficiente, melhor impossível.
Em tempo, hachimitsu significa mel em japonês.
Hachimitsu - Atelier de Delícias
Av. JK, 3190 loja 03 - (Londrina/PR)
Telefone: (43) 3322-1952
que a gente vive! Nos próximos dias estarei em Londrina (PR), minha cidade natal. Não tenho muita certeza se terei acesso a rede por lá, porém, visitar alguns lugares e comer bem, eu vou! Alguns lugares novos que abriram na cidade que eu tenho que visitar.
então, até a volta! =D
Alguns dias atrás tive uma ótima surpresa ao me deparar com um dos produtos da nova (?) linha de chocolates da Hershey’s, Special Dark 60% de cacau.
É possível encontrar nos sabores Tradicional, Laranja, Capuccino e Menta, porém, só achei o de laranja. Sendo 100g de chocolate e o preço gira em torno dos r$5 reais. Vamos ver se nos próximos dias encontro os outros.
Como os outros produtos na mesma linha - com porcentagem maior de cacau - usam no marketing o apelo à saúde, por causa dos flavonóides naturalmente presentes. E não que chocolate com mais cacau do que o normal é mais gostoso, hahah.
Na versão experimentada os aromas do cacau ficaram um pouco encobertos pelos da laranja, que (na primeira mordida) pensei serem artificiais devido ao gosto característico de remédio (um amargo quase metálico). Porém, na descrição dos ingredientes diz ter laranja picada, bom vai que não tiraram a parte branca da casca, vai saber…
Tenho uma ressalva quando degustei o primeiro pedaço, no dia… havia queimado o céu da boca no almoço. Ou seja, estava mal e porcamente comendo e sentido o gosto das coisas por causa da dor, heheh. Sabe como é que é, chocolate.
Nos dias seguintes, pude testar melhor. Não é nada ruim, entretanto, não achei que teve muita harmonia entre a laranja e chocolate. Alguma coisa na laranja atrapalhou tudo… chocolate foi sobreposto, diria.
Espero ter a sorte de encontrar ao menos o de capuccino que parece ser bem promisor, assim como o de menta.
Nome: Hershey’s Special Dark Laranja
Classificação: 3 - Sem muita graça
Peso: 100g
Calorias: 131kcal cada 25g
Fabricante: Hershey’s
Preço: r$5 reais (média)
A Nina (do Gourmandise) me chamou para a brincadeira: sem escolher, pegue um livro e abra da página 161 e transcreva a 5ª frase.
O que tenho mais próximo de um livro aqui perto é o segundo encarte A Grande Cozinha: Cremes, pudins e musses (comprei… mas os problemas na impressão continuam).
A adição de açúcar, ao contrário, faz as proteínas da clara ganharem elasticidade e retarda a coagulação, e o resultado será um produto que demora mais tempo para firmar, mas muito mais compacto e estável.
Para participar chamo todos que quiserem! Tem bastante gente, né não? =D
No dia 13/09 a Pim (do Chez Pim) fez um post com o título “Top cooking tips from Ferran Adria.”
No original tem um vídeo de quase 1 hora de duração com o próprio Ferran mostrando as dicas. São detalhes simples e algumas delas são aquele tipo de coisa “porque não pensamos nisso antes?“. Outras são mais triviais, maionese com sabores. Ele não usou nenhum utensílio “oh meu deus o que é isso“, nada de esferificações ou do thermomix.
Caso eu não tenha entendido errado, a Pim faz um piadinha: “Heh. Oh, yeah, and who knew Ferran read Martha Stewart Living?” (e quem diria que Ferran lê Martha Stewart Living?). Eu perguntei se poderia traduzir a lista de dicas, porém a última data de atualização é 16/09… a moça sempre esta de viagem. Creio que ela não se importará, ainda mais que está tudo creditado e referenciado.. assim, eu espero! Abaixo do corte segue a lista com as dicas. Continue lendo este artigo…
Sábado fui inventar de fazer o almoço que não acabou não acontecendo. Foi transferido para o jantar. Ia testar um delírio com grão de bico para - finalmente - participar do Colher de Tacho, da Valentina (do Trem Bom) e da Miki (do Tudo sobre coisas cabeça-gorda), que é um ponto de encontro em que a cada quinzena temos o um ingrediente escolhido para ser utilizado em alguma receita.
A quinzena corrente é o grão de bico… fui tentar fazer um escondidinho diferente. Aliás, totalmente diferente que até o nome mudou (tá, nem tanto assim). Ao invés de carne seca usei frango desfiado (ao menos o frango ficou gostoso) e o creme de mandioca ai ser feito com grão de bico… mas as coisas são saíram como eu havia pensado.
O grão demorou horrores para cozinhar! Só havia cozido em fogão industrial com panela normal, nunca num doméstico. E ainda ficou duro consistente, digamos. E o creme ficou pesado pacas! Lá se foram 250g de grão de bico para o lixo, horrível mesmo. Era para ser quase um homus, cremoso, leve e gostoso.
Porém, a gente (isso é ótimo! hahah) que é nipo-brasileiro-chato e não desiste nunca vou tentar novamente a receita. Entretanto, vou usar as dicas dos outros participantes da brincadeira, como: deixar de molho e usar dessa vez a panela de pressão.
Que todo mundo já deve conhecer a Tatu do Mixirica não é mais novidade, né? :)

Porém, no próximo dia 27/09 ela convida para o lançamento do seu mais novo livro, A Peleja do Alecrim com o Coentro e outros causos culinários :: receitas e cordel, solo dessa vez!
A festa acontece em São Paulo no Duplex Bistro (Melo Alves, 445) a partir das 20h dessa quinta agora, hein?
Bem que eu gostaria de ir! Pensa, ter o livro autografado por quem fez as receitas e por quem tirou as fotos (o Mr. Tatu)? Quer for, tirem fotos, okay? =D Dureza morar no fim do mundo, hahah
No último post sobre o curso disse que iria falar mais um pouco, além das minhas considerações (leia-se: opinião totalmente parcialmente e prepare-se para o destilar de veneno. Espero não ser processado por dizer a verdade… =x).
Antes desse nunca havia feito nenhum tipo de curso na área da gastronomia, então, não tenho parâmetro de comparação. Entretanto, após quase 9 meses - acredito - que aprendi alguma coisa do que fazer e muito mais, principalmente, do que não fazer.
O curso foi bom? Sim. Poderia ter sido pior ou melhor? Com toda certeza que sim. Duas palavras descrevem tudo que eu gostaria: infra-estrutura e planejamento. Torço muito para que os outros Senac(s) do país não sofram os mesmos problemas da regional do Mato Grosso do Sul.
Planejamento. Chega a ser cômico para não dizer trágico. É a primeira coisa que temos que aprender numa cozinha, a planejar que na minha visão é o famoso mise en place. Por que digo isso? Bom, depois de 3 meses de curso a coordenação é trocada (para não dizer abandonada… e da nova prefiro nem comentar), além disso descobrimos que quem planejou o curso simplesmente deve ter fugido da escola ou matado todas as aulas de matemática básica, pois a carga horária estava errada. Como assim, Bial? Seriam apenas 6 meses de curso com 532 horas, sendo 3 horas por dia. Nessa conta, mal chega a 300 horas. Antes eram mais hora/aula por dia, mas diminuiram, porém manteram o mesmo período. Bonito, não?
Na primeira fase do curso quando iríamos adentrar na cozinha o que acontece? Vão mexer no cano que leva água para o forno… nem preciso dizer que tinha mais pó do que outra coisa. Detalhe: tiveram 3 meses para fazer isso. Ok….
Sinceramente, a cozinha didática não tem porte e muito menos infra-estrutura para 20 pessoas trabalharem lá dentro. É um esbarra-esbarra, um empurra-empurra… chaos! Sei que no mercado é bem diferente, só que ali é para se aprender, então… Panelas sem cabos ou carbonizados, colheres derretidas, facas sem fio, fogão e forno desregulados. Uma economia na compra dos ingredientes e falta de conhecimento também. O auge foi o salmão com as guelras cinzas.
Ok, ok. Nem tudo foi um chaos assim. O que realmente salvou foram os professores, principalmente, os da área. Prof. Acácio, Prof. Chef Pollianna e Prof. Chef Celeida merecem todo o crédito do curso, mesmo. Tivemos uma sorte incrível da Prof. Chef Celeida (ela é quem eu chamo carinhosamente de doida por ter buffet) ter aceitado vir nos dar aula, pois devido a mudança de coordenação íamos ficar sem professor na fase de cozinheiro! Prof. Chef Pollianna já tinha outros compromissos no período.
Mesmo com tantos obstáculos aprendi muita coisa, se não tivesse… por favor, né! Ia ser azar demais! Além de conhecer muita gente, vivenciar outros mundos e culturas um pouco distantes do meu mundo fechado. E vai deixar saudades por causa das pessoas, quer dizer, algumas. ;)
Se alguém me perguntar se o curso é bom. Terei que responder com a minha máxima: depende do seu ponto de vista, hahahah. Espero que as novas turmas não passem por tantos problemas assim… só sei que minha turma deve ter ficado conhecido como a mais chata e reclamona.