Iogurte Grego: Nestlé e Vigor

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Iogurte Grego: Comparativo

Alguns meses atrás chegaram, chegando no mercado o tal iogurte grego. A primeira notícia foi da Nestlé, mas na surdida Vigor (Grupo JBS) seguiu na cola. Faltou a Danone que nos EUA também embarca nesse filão.

Vale dizer que as empresas citadas poderiam melhorar a rede de distribuição aqui no Sul, viu? Demorou bastante para conseguir achar o produto. Ok, ok, moro no interior.

Como é novidade e diferente, fiz o teste em vídeo. Para saber o que achei, vai ter que assistir a gente pagando mico. Confira a seguir!

[Link] Curte a gente aí! :D

Ficar apenas na degustação seria pouco, uma vez que o produto em si traz algunas questões. Então, fui um pouco além para (tentar) entender sobre esse mercado que chega no país.

Para variar, é claro que existe legislação para guiar a indústria. Para leites fermentados encontrei a Resolução Nº5 13/11/2000 do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Copio a definição para iogurte e coalhada:

Iogurte: Entende-se por Iogurte o produto incluído na definição 2.1. cuja fermentação se realiza com cultivos protosimbióticos de Streptococcus salivarius subsp. thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus aos quais podem-se acompanhar, de forma complementar, outras bactérias ácido-lácticas que, por sua atividade contribuem para a determinação das características do produto final.

2.1. Definição: Entende-se por Leites Fermentados os produtos resultantes da fermentação do leite pasteurizado ou esterilizado, por fermentos lácticos próprios.

Até aqui nada fora do esperado. Leite + bactérias, tudo normal. Quando chega na coalhada… HÃ?

Coalhada: Entende-se por Coalhada o produto incluído na definição 2.1. resultante da ação de fermentos lácticos mesofílicos individuais ou mistos produtores de ácido láctico sobre o leite pasteurizado ou esterilizado.

O papel como definição é feito com louvor, mas explicar que é bom… Não fala nada de drenar e/ou retirar o soro excedente. Difícil chegar numa conclusão correta.

No exterior também não é tão simples, também. Pode ser besteira minha, mas acredito que não haja uma cultura de coalhada igual a que encontramos no Brasil. Existe o chamado iogurte drenado (strained yoghurt) que o jeito de fazer pode ser comparado com a coalhada: iogurte deixado escorrer o soro.

Várias culturas possuem esse tipo de produto, por exemplo, quem já ouviu falar do labane?

Durante a redação, me deparei com o post Real Deal: DIY Greek Yogurt do Wonderland Kitchen. Ensina a fazer o que a gente já sabe e chama de iogurte grego.

Então, porque grego? Em resumo, marketing. Uma empresa de laticínios conseguiu promover o seu produto, sendo ela grega. Não desmerecendo (de modo algum), isso tudo devido ao aperfeiçoamento e padronização da produção.

Basicamente, iogurte grego é iogurte drenado.

Como nunca provei o iogurte grego importado de verdade, posso apenas cogitar. A diferença dele para a nossa coalhada é a consistência. Tenho a impressão que a coalhada é mais drenada, no geral. O gosto pode variar por causa do leite e das cepas de bactérias utilizadas, mas são pontos secundários.

Entretanto, tanto aqui no Brasil quanto lá fora o que existe é iogurte tipo grego. A matéria da NPR: High-Tech Shortcut To Greek Yogurt Leaves Purists Fuming explora esse mercado.

Empresas grandes utilizando a tecnologia para fazer um produto mais comercializável, em teoria (leia-se barato). Nos EUA o segmento fatura $1 bilhão/ano, sendo um 1/4 do mercado americano de iogurtes (Los Angeles Times).

Nestlé e Vigor possuem os pózinhos mágicos para espessar o produto. É só olhar o rótulo. Errado? Pelo ponto de vista da lei, tudo certo. Afinal, não existe definição para esse tipo de produto.

Iogurte Grego: Comparativo

Se formos comparar, a essência é quase a mesma na produção de queijo. É necessário uma quantidade enorme de leite para fazer um pouco de queijo. A perda em volume do soro deve ser grande também.

A questão que fica é: a tecnologia e todo o seu aporte não poderiam ser usados para baratear/melhorar o processo básico? Ou será que o custo é muito elevado assim mesmo? Essas dúvidas ficarão sem respostas.

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42 Comentários (Deixe o seu!)
  1. Eu vi o seu vídeo e esse iogurte grego parece muito pouco consistente comparado com o que eu compro aqui na Alemanha. Aqui você acha iogurte grego com diferentes porcentagens de gordura e a consistência do iogurte mostrado no vídeo seria equivalente ao iogurte grego desnatado. O normal tem normalmente 10% de gordura e é tão consistente e cremoso quanto a coalhada seca que se compra em restaurantes árabes por aí, porém o iogurte grego é muito menos ácido. Os iogurtes gregos que eu encontro aqui são naturais (sem sabor ou adoçante). Fica uma delícia misturado com nozes, passas e um pouco de mel :)

  2. Oi, Victor!
    Saudades. =)
    Mas falando do tema, eu experimentei o iogurte grego em NY recentemente. Na verdade, 2 versões: industrializada e outro produzido num café orgânico.
    A diferença é impressionante. O industrializado é realmente parecido com nossa coalhada, mas feito “em casa”, apesar da textura parecida, era bem menos ácido e mais saboroso. Quase uma sobremesa. Apaixonei!
    Ainda não comprei o pronto no mercado, mas já fiz 2 vezes em casa o iogurte gordo.
    Beijos!

  3. Sem Avatar Leticia Zero:

    Adorei o post, super informativo, sobre uma dúvida que eu sempre tive, mas nunca encontrei paciência suficiente para pesquisar a fundo como você. Adorei saber os o quês e por quês e acho que no final meu instinto sírio-libanês estava me guiando direitinho, pois tudo o que eu fazia quando precisava de iogurte grego era drenar um pouco o iogurte normal. E como prefiro evitar os pozinhos mágicos da indústria, acho que vou continuar fazendo isso!

  4. Oiess Vitor!

    Adorei o vídeo, eu já tinha experimentado o da Nestlé, mas o com quatro potinhos, o da Vigor ainda não provei. Agora deu vontade de correr para o mercado e experimentar essas duas versões que você apresentou… hehehe

    Beijo grande!

  5. Sem Avatar Grasieli Beloni:

    Oi Vitor, ouvi comentários bem superficiais sobre o processo deste iogurte em um simpósio de tecnologia e engenharia de alimentos no final do mês passado. Pela descrição que tive do produto, imaginei outra coisa, algo bem mais consistente por causa da drenagem do soro, mas enfim.

  6. Sem Avatar Carla Menegat:

    Vitor, a bandejinha de quatro da Nestlé, sabor “natural” tem uma composição diferente, assim como a consistência é um pouco mais espessa. Fui ali na geladeira olhar, hehe.
    Mas de toda forma, ainda deixam muito a desejar em relação aos que se produz na Europa… Sem contar que não existe uma versão não adoçada a venda, que seria importante como ingrediente culinário.

  7. Lá vem a chata de novo. Acho que “iogurte grego” é uma tradução errada de Greek yogurt, que é simplesmente a nossa boa e velha coalhada. Ou labane em sírio! A coalhada pode ser mais ou menos drenada. A coalhada FRESCA é o resultado sem drenar. A colhada SECA é a drenada. Estes dois termos sempre existiram no Brasil. Inclusive estão no cardápio de vários restaurantes árabes em São Paulo. Para mim, este negócio de “iogurte grego” é a mesma coisa que chamar sagu de “pérolas de tapioca” puxando da tradução tapioca pearls!

    1. @Luciana: você leu a parte que falo do marketing? :P

  8. Eu discordo de você na verdade, porque o sabor é muito diferente, coalhada é bem ácida e o iogurte grego, pelo menos o que eu compro aqui, não é. Coalhada aqui na Alemanha é Buttermilch e é um laticínio completamente diferente.

    1. @Sizinha: discordou, mas bateu na trave! Heheheh Pelo que pude apurar, esse “Buttermilch” é na verdade buttermilk, outro derivado do leite e tem a produção totalmente diferente de coalhada e/ou iogurte se feito pelo método tradicional. Existem outros métodos, mas o tipo de bactéria usada é diferente, além do leite. E o mais importante, não sofre drenagem.

      Como disse no texto, o sabor pode variar por causa da cepa (bacteriana) usada, mas a essência da produção é mesma. Ou seja, iogurte drenado.

  9. Oi Vitor,

    Sem querer ser muito chata, mas aqui o que se chama de Buttermilk é feito com cultura de bactérias que produzem ácido lático, ou seja, se encaixa na definição de coalhada, que é diferente do Buttermilk feito só a partir da adição de ácidos ao leite ou leite naturalmente fermentado. O resultado é um líquido cremoso e bem ácido, que aqui é comum ser vendido misturado com suco de frutas resultando numa bebida láctea bem saborosa. E tudo isso é diferente do Buttermilk original que era o líquido que sobrava da fabricação da manteiga, que em Português se chama Leitelho.

    1. @Sizinha: de maneira alguma, a interação é sempre bem-vinda! :D Chato por chato, eu também sou, hahahah

      Então, tudo o que você descreveu é buttermilk. Tanto o que é feito a partir do que sobra da manteiga (tradicional), quanto o que usa leite como base também (métodos mais novos), suas propriedades é por causa do ácido lático produzido pelas bactérias. Até onde sei, aqui no Brasil não é comercializado buttermilk. O decreto brasileiro definir, até define. Mas não explica direito e está bem longe do que a gente encontra aqui no Brasil.

      O “X” da questão é o processo de drenagem, esse é o detalhe principal. Para a gente aqui no Brasil, o equivalente ao iogurte grego/iogurte drenado é a coalhada.

      1. Então, mas até existe, você pode comprar em garrafas, com o nome de coalhada, um produto que é, se não exatamente, muito aproximado do que a gente chama aqui de Buttermilch. Eu comprei algumas vezes quando estava aí pra usar em substituição. A marca era ATI LATTE e vem em garrafas de 900g, acho que existia de outras marcas também mas não posso afirmar, isso faz uns 2 ou 3 anos.

  10. Eu só discordo chamar coalhada seca (drenada) de iogurte grego porque a coalhada é super ácida e o iogurte grego que eu conheço não é, ele é bem cremoso e tem uma boa porcentagem de gordura e quando você deixa ele descansar ele separa do líquido naturalmente. Eu compro aqui em potes de 1kg (é, eu sou a louca do iogurte) e quando você usa um pouco ele faz pocinhas de soro na cavidade que você deixou quando tirou uma porção, ele é tao consistente assim, apesar de todo o soro. Acredito que seja pela porcentagem de gordura e o soro separa porque não tem nenhum agente emulsificante como gelatina ou amidos.

    1. Sem Avatar Juliana:

      Olha, me interesso por este assunto, desde que fui morar fora do Brasil e descobri o iogurte Grego.
      Concordo com a Sizinha quando ela diz que é bem diferente da coalhada, que é bem mais ácida que o iogurte que se come lá fora.

      Eu também era a “louca do iogurte” quando morava aí na europa. E, tendo provado o iogurte “in loco”, posso afirmar que o que se vende industrializado aqui e nos países hermanos chega perto, mas não é nem de longe igual ao que eu provei na Grécia e ao que eu estava acostumada a comprar nos supermercados da inglaterra.

      Sinceramente, fazendo em casa fica muito melhor, e a gente se livra dos químicos todos.

      1. @Juliana: assim como a Sizinha, está se apegando ao sabor que, no caso, é secundário. Além de estarmos falando de mercados diferentes. Aqui no Brasil, coalhada é iogurte drenado e é exatamente isso que “iogurte grego” é, no final.

    2. @Sizinha: acredito que esteja confundindo produtos diferentes, Sizinha. Iogurte grego é nome genérico, na realidade. Ficou famoso por causa de marketing e só. O método de fazer é, praticamente, milenar e diversas culturas fazem e dão nomes diferentes para o mesmo produto. O sabor pode variar dependendo da matriz bacteriana usada para acidificar o meio, mas no contexto, isso é secundário.

      Sugiro que veja o post em inglês que ensina a fazer o “iogurte grego” caseiro e o em português que ensina a fazer o labane. O princípio usado é o mesmo, diferenças aqui e ali na incubação. Mas são similares, os dois sofrem drenagem.

      Creio que a gordura cause pouco impacto, no geral, na consistência. Uma vez que existem versões do tal “iogurte grego” feito com leite desnatado e/ou semi-desnatado. Como deixei no texto, as versões altamente industrializadas utilizam de espessantes ara baratear a produção. No artigo da NPR decorre bem sobre isso.

  11. Aqui também existe o normal 10% de gordura, o “desnatado” 3.5% de gordura. A diferença de consistência é tremenda… eu compro o normal porque é o mais encorpado. Os dois tem bastante soro que acumula quando o produto descansa, mas o desnatado é MUITO mais fluido. Mas isso é no iogurte que eu compro aqui. Não sei como é produzido aí mas aqui eles não possuem nenhum espessante ou emulsificante na lista de ingredientes. To quase indo comprar um pote de cada pra fazer um vídeo pra você me acreditar :-P

    1. @Sizinha: aahhhhh, estou há “meia hora” explicando a mesma coisa! hahahahah Antes de escrever o artigo pesquisei bastante, no texto tem referências e tudo o mais. Não está acreditando em mim que iogurte grego é nada mais, nada menos que iogurte drenado, Sizinha. E só afirmo isso, pois está tudo embasado com as fontes espalhadas pelo texto.

  12. Sim, eu não discordei de você nisso… eu discordo que seja a mesma coisa que coalhada seca porque tem diferença de sabor sim e sabor é importante… é isso que eu não concordo :) Iogurte não pode ser muito ácido, coalhada pode. Aqui essa diferença é BEM nítida e por isso eu mencionei. Mas não fica bravo comigo não! E como aqui é quase 1 da matina eu vou nanar agora e parar de te atormentar! Boa noite!

  13. Sem Avatar Denize Mendes:

    Que tristeza… experimentei os dois iogurtes gregos nacionais…. ambos moles e já adoçados.
    Não chegam nem no chinelo, dos que comi em NY. Lá eles são cremosos como um cream cheese, levíssimos, sem deixar o gosto azedo dos daqui e se você quiser, consegue comprar sem acucar.
    Infelizmente, não encontrei lojas que vendam esses maravilhosos iogurtes aqui. Ainda estou com esperança. Enquanto isso, vou ficar com os comuns. ;)

  14. Sem Avatar Gustavo Henrique Ostermann:

    Bom, o “iogurte” que eu provei na Grécia é muito, mas muito mais consistente que estes apresentados pela Nestlé e Vigor no ótimo vídeo que produzistes.

    Sim, é apenas iogurte drenado. Mas é bem drenado, deixando o iogurte com uma textura mais parecida de um queijo pastoso.

    Ah, um detalhe importante: o iogurte feito na Grécia tem pouca gordura. Não há adição de gordura extra… só contendo a normal, do iogurte drenado (feito com leite de vaca ou ovelha).
    Esta “falta de gordura” é comum na culinária mediterrânea.

    Infelizmente, o “iogurte grego” feito por indústrias gregas para exportaçao para os EUA e Europa é uma mistura de iogurte + cream (que adiciona, basicamente, mais gordura) e é feito somente com leite de vaca (mais barato).
    Isto porque os norte-americanos e europeus simplesmente AMAM gordura e estranham a falta dela no verdadeiro iogurte grego.

  15. Vitor, tentei responder lá embaixo do seu comentário pro meu comentário mas não abre a caixinha rsrs! Acho que tenho alma loira :-) Enfim, li sim o que você escreveu sobre o marketing! Mas o que discordo é o seguinte: a diferença do iogurte grego para a nossa coalhada não é a consistência :-) Existe coalhada fresca e coalhada seca. As duas se chamam coalhada. A acidez, como alguém mencionou aí em cima, também não é característica que diferencia coalhada de “Greek yogurt”. Pela minha experiência pessoal, a acidez depende da qualidade do iogurte que usamos de matriz. Sempre que uso um iogurte industrializado, a coalhada fica mais ácida. Se guardo um pouco da coalhada para fazer a próxima, a acidez diminui. Cada vez que uso a coalhada “matriz” (como fermento de pão, sabe?) o resultado fica menos ácido. Bjs!

    1. @Lu: isso, Lu! Aaaaee, falamos a mesma língua. E arrumei o jeito de comentar, realmente estava faltando peças. ;)

  16. Sem Avatar Camila Oliveira:

    Iogurte grego, iogurte natural, coalhada, é tudo leite fermentado!
    Cada país ou até mesmo marca faz suas alterações entre percentual de gordura/drenagem/bactérias utilizadas. Continua tudo sendo leite fermentado.
    E o buttermilch que citaram aí em cima é obuttermilk mesmo, leitelho em português, compro sempre na Suíça para minhas receitas americanas de cupcakes.
    Vocês ficam com umas discussões que parece que vão mudar o rumo do cenário económico mundial, rsrsrs

    1. @Camila: opa, mas é claro! Ainda bem que se juntou a nós essa discussão de suma importância, heheh \o/

    2. Eu acho interessante saber as diferenças sutis e culturais e equivalências de produtos em diferentes países. E o que usar quando e o que pode substituir por o que. Do mesmo jeito, eu acho interessante saber quais as reações químicas que acontecem dentro da comida quando preparada porque acho que isso ajuda a entender quando algo dá errado ou evitar que aconteça quando você está experimentando com receitas. :)

      1. Caros, acho que vocês não estão se entendendo apenas pelas virgulas. O que o Vitor quer dizer é que é a mesma classe de produtos: a de leites fermentados. E por outro lado Sizinha fala em iogurte. Importante falar que o iogurte e um tipo de leite fermentado produzido por uma (na verdade duas) determinada bactéria. Qualquer outra cepa, mesmo que utilizada da mesma forma terá sabor diferente (e por isso a legislação, no Rtiq especifico, protege o que é iogurte). Entendo que o iogurte grego não passa de uma marca premium de iogurte que veio para substituir aqueles que até cerca de 1 ano atras estavam nas prateleiras. Reparem que TODOS os então iogurte viraram “bebida láctea” ou “leite fermentado” (todos de gosto mascarado e after-taste horroroso. Afinal se a gente pode produzir mais barato e vender pelo mesmo preço, por que não? Se pudermos produzir o antigo e vender mais caro, melhor ainda. Infelizmente o que temos agora é o que tínhamos anteriormente, espessado artificialmente, com uma grande verba de marketing e pelo quadruplo do preço. No fim das contas, (ao menos no insipiente, não se sabe até quando, mercado brasileiro) se queres qualidade, faca em casa, se conseguires os ingredientes. No mais obrigado pela prazerosa leitura.

      2. @Rogério: bingoooooo! AAAAEEEE :D

  17. Sem Avatar FLAVIO:

    oi vitor, vi seu vídeo, já experimentei todos os tipos de gregos que a nestlé faz aqui no brasil, as bandejas de 400 grs. com 4 potes, nos sabores frutas vermelhas e tradicional, e também nos potes tipo 1 + 1, nos sabores tradicionais com: cereais ( video), abacaxi e morango, estes dois em caldas.
    o produto na bandeja, é muito consistente, principalmente o tradicional sem sabor, demora para cair da colher, acho que pela repercussão do seu vídeo e a discussão que gerou, seria legal você postar um demonstrativo deste produto;
    já os potes tipo 1 + 1, são menos cremosos para serem misturados com as caldas ou os cereais, na verdade o vigor grego se compara com as bandejas de 400 gramas, porém a vigor, talvez para redução de preço unitário tenha feito em embalagens de 130grs.
    falando grego… o meu favorito é o de frutas vermelhas, quem não experimentou, vale muito à pena, é muito diferente do que se tem no mercado, além de muito saboroso;

    abraços

  18. O que me mata é essa mania ridicula de produto ficar usando aditivos escrotos. Vi no mercado e ia levar para experimentar ate ver que todos que tinham eram adocados. Já não rola.

    Dai eu vi os ingredientes. Iogurte é leite com cultura, pode ter creme de leite e no maximo cremor de tartaro. Passou disso é idiota, simples: não é de comer.

  19. Por ser grego tem pronúncia diferente? É assim mesmo? “Iorgute”? rs rs rs
    Ai, desculpa, mas não resisti de pegar no seu pé >:)

  20. Sem Avatar max antonio:

    Ola. Pessoal, achei um último potinho de uma coalhada da nestle, era coalhada, nao iogurte, uma delícia, nao encontrei novamente, liguei para o SAC da nestlé e não informaram onde encontrar em minha cidade, parece que evaporou. Voces também não sabem se ela continua produzindo ou era apenas teste de mercado?

    1. @Max: a única coalhada de indústria grande que havia visto era da Vigor. Tudo bem que para mim era um iogurte mais denso… Se a própria empresa não sabe, pode ser que tenha sido apenas um teste mesmo.

  21. Sem Avatar Anne Karenne:

    Olá… não sei falar com certeza pois não especificam na embalagem que cultura lática é utilizada para a fabricação dos iogurtes gregos aqui do Brasil, mas a mudança nas espécies e sub-espécies de culturas pode variar bastante o sabor de um iogurte para o outro. Mas, acho que no caso do “iogurte grego” a consistência pode vir de uma adição de amido um pouco maior que a maioria dos brasileiros está acostumada.

    A adição de amido para melhorar a consistência de iogurtes é permitida pelo R.I.S.P.O.A. se dentro de um limite tolerável. Uma vez que este produto está sendo comercializado ele tem que estar dentro destes padrões. O que pode ocorrer nesse caso é um junção “culturas láticas diferentes+maior proporção de amido” que nos demais iogurtes da marca.

    E para responder, no Brasil ninguém comercializa o buttermilk seja ele o obtido no processo de bateção da manteiga nem aquele que as culturas láticas Lactococcus lactis subsp. cremoris e Lactococcus lactis subsp. lactis são adicionados ao leite . Existe regulamentação para este produto mas nenhuma empresa o comercializa ainda.

    1. @Anne: a questão para mim, ao menos, não é permissão ou não do amido. Que é autorizado, isso é fato. É possível fazer sem o aditivo, porém foi escolhido o caminho do mais fácil (e barato). Do ponto de vista econômico, eu compreendo. Mas será que a economia é tão grande assim para valer a pena em lançar um produto aquém do que poderia ser?

      Buttermilk, o que falaram acima nunca vi a venda. Apenas um feito por um mercado, era produção própria. Mas da versão “leite fermentado” e não subproduto da manteiga.

  22. Sem Avatar Larissa:

    Gente, to adorando a discussão. Vcs estão me esclarecendo muita coisa. Uma coisa que ainda nao parei p/ pesquisar foi sobre a questão nutricional. Sobre as diferenças entre o iogurte grego vendido no Brasil, a coalhada e o iogurte grego vendido no exterior. Nao tanto pela questão calórico, mas pela diminuição dos carboidratos e a maior quantidade de proteína. Numa olhada rápida, o que me pareceu é que o IG vendido no Brasil tem mais carboidrato que proteína, ao contrario do que é vendido no exterior. Ah sim, fiquei curiosa sobre como fazer esse iogurte em casa. P/ ficar assim tão bom como vcs tem comentado depende do leite?

  23. Sem Avatar Samis:

    Muito legal esse post Vitor, eu como uma descendente de libaneses, que morou 6 anos lá e ja fez muitos litros de coalhada na vida posso dizer que voce tem toda a razão.. A acidez da coalhada ( laban antes de drenar e labné após a drenagem) se deve ao coalho que se usa para fazer a coalhada e não ao método de preparo. Aqui no brasil eu sempre separo uma porçao do laban para fazer o proximo. Coalhada, laban e igourte grego são a mesma coisa. Claro que um produto industrializado nunca terá o sabor de um feito casa ,as isso vale para tudo né pessoal?
    Bjs

  24. delicioso. conheci. supermercado sonda,Sv,comprei os dois sabores parabéns aos publicadores desta delícia,Deus os abençoe.

  25. Sem Avatar Vanessa:

    Gente, esse cara é grosso com todos que discordam do seu artigo e fala do que não conhece. Quer afirmar “iogurte grego é assim”, “iogurte grego é assado”, mas diz no post nunca ter comido iogurte grego fora do Brasil e os iogurtes gregos daqui não chegam nem perto da variedade de iogurtes feitos a partir de bactérias distintas que encontramos fora do Brasil. No Brasil, temos pouquíssimas bactérias aprovada, o iogurte não entrou na nossa cultura e chamar o grego da Nestlé de iogurte grego é uma heresia.

    1. @Vanessa: oi? Ser assertivo é diferente de grosseria, de qualquer modo. Apenas quis mostrar que o “iogurte grego” vendido no Brasil não tem nada do “iogurte grego/iogurte drenado” comercializado lá fora como mostrei pelas referências citadas. Para o produto em questão as bactérias, quando comparadas a textura e drenação, são um detalhe secundário para se ter o resultado final. Ao menos, menos chegamos a mesma conclusão quanto aos produtos vendidos aqui no Brasil. Tudo bem, então? :)

  26. Sem Avatar Flora Mariotti:

    Aí vem a Batavo e lança um produto a base de soro do leite (o "suco" Hidra), provavelmente lucrando absurdos, pois a matéria prima (leite) é usada para a fabricação de queijos e a sobra (soro) é aproveitada..

Trackbacks/Pingbacks

  1. @vaniapalmeida

    Você conhece o iogurte grego? Via @pratofundo http://t.co/Y8n40Tml

  2. @LucasSCecilio

    @paula_kalisak @ItsCarooll @_karinesl Ao contrário do que todos pensavem, a Vigor que copiou a Nestlé. http://t.co/Xumf4CVQ

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