Torta de Morango ao Balsâmico & Crème Pâtissière

3 de Julho, 2009 por Vitor Hugo

Torta de Morango ao Balsâmico & Crème Pâtissière

Morangos, morangos por toda parte! Isso que não sou muito fã da fruta, mas perder a época seria besteira. Ainda mais com o preço camarada das últimas semanas. Aproveitar a sazonalidade para economizar vai muito bem, obrigado.

A ideia desta torta não sei de que lugar surgiu, só sabia que deveria ser apresentada junta com um belo de um Crème pâtissière (creme de confeiteiro), além de ser quente por causa da estação. Ou seja, ser servida assim que saiu do forno. Apenas não contava com um detalhe: depois de resfriada, ela fica ainda melhor! Hahahahah Os sabores da baunilha se concentram bem mais.

Podem falar o que quiser, mas me recuso a acreditar que essas misturas pré-prontas de creme de confeiteiro sejam melhores do que os feitos a partir do “nada”. Mais econômicas? Isso depende da sua percepção de saber em que produtos investir. Escrevo isso, pois já escutei essa comparação medonha.

Morango… nada de batalhas sobre agrotóxicos. Sim, você, eu e toda a torcida do Flamengo sabemos que morango tem agrotóxico. Assim como vários outros vegetais que provavelmente nós comemos em maior quantidade e frequência e ninguém reclama, não é mesmo? Outro fator, morango raramente como e compro. Então, essa dose sazonal de agrotóxico não vai me matar (eu espero! hahahah). E claro, tem os orgânicos… mas nem quero falar deles. :P

A base da torta é aquela velha e boa feita de bolachas maisena. Caso queira pode fazer a Pâte Sucrée, não estava lá com muita paciência de esperar a massa gelar para abrir e tudo o mais. :3

O brilho visto nas fotos é natural. Digo, não passei geléia de brilho. Os morangos ficaram assim depois do breve salteado na manteiga, açúcar e balsâmico, como podem ler nas explicações abaixo.

Torta de Morango ao Balsâmico & Crème Pâtissière

Base da Torta

Crème Pâtissière
Fonte: Le Cordon Bleu

  • 500mL de leite
  • 1 fava de baunilha
  • 5 gemas (temperatura ambiente)
  • 130g de açúcar cristal (aprox. 7-8 colheres de sopa)
  • 25g de farinha de trigo (aprox. 3 colheres de sopa)
  • 25g de amido de milho (aprox. 3,5 colheres de sopa)

Modo: numa panela coloque o leite e a fava de baunilha (cortada no sentido do comprimento e raspada o conteúdo interno). Deixe ferver.

Enquanto o leite ferve, bata as gemas com o açúcar até obter um creme amarelo pálido e cremoso. Adicione a farinha de trigo e amido de milho, continue batendo.

Quando o leite ferver, retire a fava de baunilha e coloque metade do volume sobre o creme de gemas. Batendo sempre (2-3 minutos).

Então, volte toda a mistura para a panela que contém o restante do leite. Em fogo baixo, deixe o creme cozinhar. Será rápido, de 1-2 minutos o creme encorpa e engrossa. Retire do fogo. Reserve.

Morangos ao Balsâmico

  • 400g de morangos higienizados
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de açúcar cristal
  • 2-3 colheres (sopa) de vinagre balsâmico

Modo: corte os morangos em fatias (não muito finas), reserve alguns para decoração.

Numa frigideira, coloque a manteiga para derreter e o açúcar. Em seguida, os morangos. Mexa para que todos fiquem envolvidos por essa mistura açúcarada. Logo, acrescente o vinagre balsâmico e misture bem. Essa etapa é super rápida, não quero que os morangos cozinhem, apenas fiquem aquecidos o necessário. Reserve

Montagem
Sobre a base de bolacha coloque o crème pâtissière, distribua uniformemente. Agora é hora de colocar as fatias de morango, tente fazer o mais circular possível e usar fatias de mesmo tamanho lado a lado. Dependendo da sua fôrma irá sobrar um pouco de morango, e devido ao breve cozimento os morangos soltam líquido. Assim, coloque esse líquido sobre a torta.

Asse em forno pré-aquecido em 180ºC por 15-20 minutos. Sirva quente ou em temperatura ambiente (gelada também fica excelente). Quando quente fica bem mole, a ponto de não ser possível fatiar perfeitamente sem desmanchar.

Torta de Morango ao Balsâmico & Crème Pâtissière

As Prendas do Aniversário

1 de Julho, 2009 por Vitor Hugo

Já faz mais de mês, mas vou escrever de novo sobre o aniversário. É a última vez, prometo… bem, este ano :P! Recebi alguns presentes bacanas da miguxada (hahahahah) que valem um artigo.

O fato de ter amigos doidos por comida também deixa tudo mais interessante, pois as prendas ganhas são relacionadas com este assunto que você e eu gostamos pra caramba (ia escrever outra palavra, mas o Prato é um blog muy família).

Presente: Jamie Oliver - A Itália de Jamie

Livro: Jamie Oliver – A Itália de Jamie veio da Simone Izumi do Chocolatria, isso que ela havia me dito que era uma “lembrancinha”! :O Agora é a segunda publicação do Oliver que possuo, yay! Quem não gosta de comida italiana? :D Sem falar que sou 25% italiano, não parece, eu sei… :S

Finland to Brazil! :D
Made in Finland! :D Este vieram da Lily (@karaimame) que eu muito fiquei com vergonha! Eu jogo uns verdes só para brincar, e o pessoal me leva a sério! Não que eu tenha achado ruim, mas sabe como é… :3

Bom, veio tanta coisa: cardamomo, sementes de papoula, pimenta rosa, páprica, chocolates com peppermint, cortador de cookies em forma de cristal de gelo, guardanapo, um chaveiro craft de sapo (<3), um cartão tão simpático e claro, os produtos de bilberry.

Finland to Brazil! :D - Porque sapenhos são <3
Frog! :D

Quase comprei para mim a KitchenAid Preta, mas o bom senso falou mais alto e disse para esperar. :~ Maldito bom senso :P

Quer um “Tapa na Orelha” (Korvapuusti)?

29 de Junho, 2009 por Vitor Hugo

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

Prometo que este tapa será muito gostoso! *ui* Hahahahah Outra receita de raíz européia, no caso, finlandesa. Prometo que tentarei não falar mais da Finlândia, mas será difícil!

O prato foi sugestão da Lily (a mesma do outro artigo) que mora no país em questão. A receita, na verdade, são duas: Pulla (massa básica aromatizada com cardamomo) e Korvapuusti (pão de canela similiar ao cinnamon rolls americado). Korvapuusti, na tradução literal em finlandês, significa tapa na orelha. Será que Miss Lily queria me dar um tapa literal? :O hahahahah

Cardamomo (Elettaria cardamomum e Amomum sp.) é outra especiaria que não é tão difundida aqui no Brasil por diversos motivos. Suponho que o maior deles seja o preço, não é lá muito barato… pode chegar acima de r$100/kg. Sem falar que ao paladar, não é algo que estamos acostumados. Mesmo sendo parente do gengibre, são da mesma família Zingiberaceae, o gosto é distinto, particularmente.

O cardamomo utilizado na receita veio como presente, sendo uma mistura pronta. Creio que seja um mix de cardamomo com mentol e cânfora, por causa do aroma e do aspecto (Depois de um “korvapuusti” da dona Lily, o mix é só de cardamomo e dando uma pesquisada fiquei sabendo que dependendo da espécie o cardamomo pode ter um aroma mais canforado naturalmente). Mas como meu sueco e finlandês não são muito bons, não tenho ideia do que está escrito na embalagem! hahahahah E sim, usei Google Language para traduzir :P

Então, se você não é fã do condimento ou nunca usou aconselho a ir com calma. Só preste atenção, a especiaria que agrega sabor a massa, se colocar pouco ou não colocar ficará uma massa de pão “simples”, praticamente.

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

Korvapuusti – Pão de Canela

Pulla (Massa básica)

  • 500~530g de farinha de trigo
  • 10g de fermento biológico seco instantâneo
  • 100g de manteiga derretida
  • 250mL de leite morno
  • 85g de açúcar cristal
  • 0,5 colher (chá) de sal
  • 0,5~1 colher (chá) de cardamomo triturado
  • 1 ovo (em temperatura ambiente)

Recheio da Korvapuusti (Rocambole de canela)

  • 50g de manteiga amolecida
  • 1,5 colher (sopa) de canela
  • 50g de açúcar cristal (se usar o mascavo, coloque o dobro)

Modo: o leite deve estar morno, ou seja, você consegue colocar o dedo sem se queimar. Caso esteja muito quente irá inativar (matar) o fermento biológico. Misture ao leite (já aquecido) açúcar, sal, cardamomo e ovo.

Divida a farinha de trigo em duas partes. Numa delas acrescente o fermento biológico e misture bem, então, acrescente a mistura dos líquidos batendo com um fouet (ou garfo ou na mão mesmo). Adicione o restante da farinha ao poucos, em seguida a manteiga. A massa não deve ficar totalmente seca, fica levemente grudenta.

Como não deixa de ser pão, hora de sovar! Sove até ficar lisa e uniforme a massa (10 minutos, média). Transfira para um recipiente coberto com pano e deixe fermentar por 40 minutos.

Nesse meio tempo prepare o recheio: misture todos os ingredientes até ficar homogêneo.

Após a fermentação, abra a massa na forma de um retângulo de 30×60cm aproximadamente. Distribua a pasta do recheio previamente preparado. Enrole como se fosse um rocambole, tendo inicio pelo comprimento (60cm), fechando bem as laterais.

O corte… o formato tradicional é o “borboleta”, porém se cortar errado o pão se tornará arte abstrata. Deve ser cortado como se fosse um trapézio ao invés de um triângulo. Abaixo segue uma tentativa de explicação. Vê? Trapézio possui duas bases retas paralelas, enquanto o triângulo não. A base menor do trapézio pode ser maior do que mostrada na foto abaixo.

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

O formato de borboleta é feito assim: coloque o trapézio em pé, então, pressiona o centro com um cabo de colher (ou hashi) enfarinhado. Creio que a foto é bem mais explicativa.

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

E porque não cortar triângulos? Alguns eu cortei errado e virou essa coisa amorfa da foto, hahahah Na segunda fornada tomei o cuidado de usar a assadeira de muffin para que não abrissem mais, hahahahah. É possível cortar como se fosse cinnamon rolls.

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

Coloque sobre uma assadeira enfarinhada (quantas necessárias, duas), deixe fermentar por 30 minutos em local aquecido.

Pré-aqueça o forno em 200-225ºC. Pincele ovo batido nos pães e salpique açúcar. Asse por 10-15 minutos, é bem rápido, fique de olho. O armazenamento deve ser feito em geladeira e por causa desse açúcar e manteiga toda, junto com a umidade é normal ficar melado.

Dicas
- Pulla: que é a massa sem o recheio de canela pode ser assada “branca” também. Depois da primeira fermentação, sove para retirar o gás, divida em pequenas bolinhas e coloque sobre assadeira e deixe fermentar por 30 minutos. É só assar da mesma maneira.
- Cardamomo: caso tenha as favas, triture o conteúdo interno delas e utilize na receita. A quantidade depende do seu gosto pessoal.

Korvapuusti: Tapa da Orelha - Pão de Canela

Série 101: Fotografia de Comida

23 de Junho, 2009 por Vitor Hugo
Série 101: Fotografia de Comida - Composição de cena Foto por Daniel via Flickr

Neste artigo da Série 101, o assunto é extrema importância nos blogs de comida: fotografia. Praticamente é o único artifício que nos sobra para provocar, de imediato, os leitores. Pois não há cheiro e nem barulho, apenas o apelo visual para dar o primeiro impacto.

A ideia do texto partiu da minha amiga Claudia Regina (Dicas de Fotografia) que é fotografa, mas também tem um pé na cozinha. Assim, o tema foi dividido em duas partes: 1) Aspectos técnicos (O guia da Fotografia de Comida); 2) Composição de cena (food style).

A primeira parte ficou a cargo da Claudia, por razões óbvias. O que sei sobre fotografia foi lendo e na tentativa erro. Já a segunda, ficou comigo. :D

Para situar, meu equipamento básico para fotografar é:

  • Camera Canon Rebel XTi com Objetiva do kit (18-55mm, f/3.5-5.6)
  • Tripé simples
  • E só!

Calma, isso é para tirar foto.

Existem diversas maneiras de compor uma cena, fotografar no recipiente de cozimento, servir num outro, uma mesa posta, enfeites e o que a sua imaginação sugerir.

Normalmente, a ênfase que desejo é no alimento em si. Lógico que contexto também ajuda, mas como a intenção é instigar o leitor a cozinhar, o produto final deve ser valorizado.

Para que exista uma variedade entre as fotos, o básico para se investir é no uso de recipientes e tecidos diferentes.

Recipientes

Recipientes: Porcelana

Como porcelana não é a coisa mais barata do mundo e comprar vários aparelhos de jantar (café e afins) não é uma opção (ao menos para mim). O que faço para baratear os custos é: comprar em avulso, no máximo duas peças do mesmo tema. E ir em lojas especializadas é bem interessante, comprar em supermercado pode não ser um bom negócio.

Nas específicas, ainda mais se for loja própria da marca, na maioria das vezes existe a segunda linha que nada mais são do que peças com algum problema de qualidade (um ponto escuro, uma pequena ranhura). Sinceramente, apenas olhos treinados enxergam e quem fica procuprando. Por exemplo, uma leiteira que custava r$49, paguei r$10 por ter um ponto escuro na base. Uma ótima barganha, ao meu ver, não? :D

Lembre-se: a visão do texto é para montar uma cena de fotografia. Caso você tenha condições e queira sempre comprar novos aparelhos (café, jantar), isso fica a seu critério. Ou não acha legal usar peças de segunda linha, fique à vontade! Heheheh Como os americanos dizem, sou cheap guy! Se é possível economizar, é comigo.

Recipientes: Porcelana

E, claro, não podemos esquecer do onipresente plástico/melamina! Por muitas vezes mais barato que porcelana, e atualmente existem produtos com design bem interessante para ser usados nas fotos.

Para quem mora em cidades grandes e mais especificamente em São Paulo, o ideal é bater perna nas regiões que vendem produtos bem mais baratos que em outras regiões. Pode valer muito a pena investir um dia que seja para garimpar esse tipo de coisa do que comprar por impulso em shopping.

Tecidos

Tecidos Sortidos

Nas fotos do primeiro ano, principalmente, utilizava um tecido quadriculado vermelho e branco (e outras variações de cores) como fundo. Para algumas funcionavam, para outras nem tanto. Assim, ter uma gama maior de tecidos com padrões e cores diferentes ajuda no momento de fotografar. Esse saber de perceber o que combina com o quê, acredito, vem com o tempo. Sem falar que é baseado no seu gosto pessoal, na sua noção de beleza.

No geral, tecidos sintéticos (poliéster) são mais baratos que os de algodão, infelizmente. Por que a gama dos “naturais” é mais interessante. Porém, comprar metragem pequena (1 metro) ajuda a diminuir os custos. Procure sempre pelos tecidos infestados, ou seja, ele é dobrado ao meio. Terá o dobro do tamanho quando aberto.

Hoje, prefiro fundo branco quase um fundo infinito. Para que a comida seja o motivo principal e que ao redor não possua elementos que distraíam o observador.

A Cena

A Cena: Várias fotos

Por mais que se tenha uma ideia de como deseja que a foto fique, é importante tirar muitas fotos sempre. A margem de escolha fica abrangente, ainda mais para quem não sabe (a parte técnica) de fato capturar o momento (eu!), além de mudar o enquadramento, distância e disposição dos alimentos no prato.

Deveria falar sobre contexto, porém minhas fotos não tem contexto! Como assim? Registro apenas o alimento em si, ele é o foco central. E não tem adornos em volta, é tudo branco ou claro. Certo?

Contexto seria, por exemplo, ter um prato de frutos do mar e montar a cena que lembre o oceano. Com um sousplat (aquele prato maior que vai embaixo do prato de verdade) natural, pratos temáticos ou mais festivos, talheres coloridos.

Da mesma maneira, não creio que um prato mexicano ficaria bacana sendo servido num ambiente oriental. Poderia ficar bonito, mas fora de contexto e de coerência estética, não?

Um excelente exemplo de composição, coerência e contexto pode ser visto na foto abaixo da Patricia Scarpin (Technicolor Kitchen) que gentilmente autorizou a utilização. (Receita: Sorvete de milho verde)

Sorvete de milho verde

O que eu quero dizer mostrando isso? Simples. Cada um tem um estilo de visualizar a cena, entretanto, por mais que os nossos estilos sejam diferentes em alguns pontos, consigo ver a beleza na foto. Você consegue?

Dando um pitaco sobre a parte de fotografia (desculpe, Claudia!). Certa vez li uma frase de um desses fotografos famosos (não vou lembrar quem): “apenas registro o que meus olhos veem”. Ele respondeu isso ao perguntarem sobre uso de lentes diferentes e outros artefatos para se conseguir uma boa foto. Ou seja, não importa quão high-tech for o seu equipamento se não tiver o olho treinado.

E ok, minhas fotos não são magníficas, mas também não são de jogar fora (só algumas, hahahahah).

Referências

Como apenas fotografava por hobby antes, e agora por causa do blog. Sinto ser bacana procurar por referências de fotos e composição.

O primeiro lugar que me vem a mente é: Tastespotting, o site mais porn food que existe. Estilos de todos os cantos do mundo, com um plus: ocorre uma triagem no que é enviado para o site. Em tese, só é disponibilizado para os visitantes do que é bom, tudo bem que bem sempre isso acontece… mas na maior parte sim.

Deixo alguns blogs para complementar a leitura:
- Food Photography for Bloggers: o “must read”, a ideia do artigo veio depois que ele foi publicado
- Food Photography: sobre o setup do set
- Steamy Kitchen: composição com pratos asiáticos
- Dutch Girl Cooking: fotos impressionantes

Brigadeiro de Chá Verde (Matchá)

17 de Junho, 2009 por Vitor Hugo

Brigadeiro de Matchá (Chá Verde em Pó)

Não chega a ser uma sequência de sabores orientais, porém dessa vez o brigadeiro é de chá verde. Para quem não viu, o outro tinha sido de wasabi (raíz forte japonesa). A ideia para este experimento aconteceu de última hora, como tinha tudo em mãos, por que não? :)

O doce foi feito como presente, digamos. Por isso está com forminha e dentro de caixa… Eu ia resmungar alguma coisa, mas deixa pra lá! hahahahahah

Gostei mais desse! Combina muito mais, não que o de wasabi seja ruim, pelo contrário. Mas o casamento entre a doçura e cremosidade da base de brigadeiro com a leve adstringência do chá verde ficou ótima! :D Juntando o chocolate branco utilizado como “granulado”. Queria ter usado granulado branco, mas não encontrei. Aliás, existe? Só vi misto.

Acredito que o chá verde que tenho é bem forte, por que só usei duas medidas de meia colher (chá) para saborizar a base toda e ficou bem verde. Em tempo, nas fotos tem o de wasabi (branco) e o do chá é mais verde.

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado (395g)
  • 1 caixa de creme de leite (200mL)
  • de 1/2 colher (chá) a 1 colher de (chá) de matchá (chá verde em pó)
  • Decoração: 100g de chocolate branco ralado
  • Óleo vegetal para untar as mãos

Modo: numa panela em fogo médio-baixo coloque o leite condensando e o creme de leite. Mexa sempre, todos os sentidos. Ficará mexendo por 15-20 minutos, acredite, o ponto chegará.

Para acrescentar o chá verde utilizei a mesma lógica de quando se faz o chá, ou seja, a temperatura não pode passar de 80ºC, caso contrário fica amargo.

Assim, só acrescentei o chá verde depois que a base chega no ponto de brigadeiro (desgrudando da panela). Quando isso acontecer, desligue o fogo. Mexa rigorosamente para esfriar um pouco, então, acrescente o chá. Sempre aos poucos e experimente. Para o meu paladar, a quantidade duas medidas de 1/2 colher (chá) foram suficiente para ficar equilibrado o sabor. Vale lembrar, caso coloque demais pode ficar amargo.

Deixe esfriar bem antes de enrolar. Não se esqueça de untar muito bem as mãos com óleo, gruda e muito. A sugestão de decoração é chocolate branco ralado fino.

Observação
- Copinho: como todas as variantes de brigadeiro, também daria fazer em copinho. É só não chegar no ponto. Particularmente, esses brigadeiro de copinhos não são nada legais. Meio arroz de festa, hahahahah

Brigadeiro de Matchá (Chá Verde em Pó)


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